HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
Com relação ao rastreamento do Câncer de Colo Uterino: I - Estudos recentes demonstraram que, após dois ou três resultados negativos, o exame citológico realizado a cada três anos é seguro. II - Estudos demonstraram que o exame citológico deve ser anual mesmo após dois ou três resultados negativos. III - O início da coleta do citopatológico deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual. O rastreamento antes dos 25 anos deve ser evitado. IV - Os exames periódicos devem seguir até os 55 anos de idade e, naquelas mulheres sem história prévia de doença neoplásica pré-invasiva, interrompidos quando tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. V - Para mulheres com mais de 55 anos de idade e que nunca se submeteram ao exame citopatológico, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos os exames forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais; Assinale a resposta CORRETA:
Rastreamento CCU: Início aos 25 anos, a cada 3 anos após 2 negativos. Interromper aos 64 anos se 2 negativos nos últimos 5 anos.
As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo uterino recomendam o início aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa, e um intervalo de 3 anos após dois exames negativos consecutivos, visando otimizar a detecção e reduzir exames desnecessários.
O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das estratégias mais eficazes na prevenção e detecção precoce da doença, que ainda representa um grave problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. A principal ferramenta de rastreamento é o exame citopatológico (Papanicolaou), que permite identificar lesões precursoras antes que progridam para câncer invasivo. A compreensão das diretrizes de rastreamento é fundamental para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes, para garantir a aplicação correta e otimizada dos recursos. As diretrizes brasileiras, alinhadas com recomendações internacionais, preconizam o início do rastreamento aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa. Essa recomendação baseia-se na observação de que lesões em mulheres mais jovens frequentemente regridem espontaneamente, e o rastreamento precoce pode levar a intervenções desnecessárias. A frequência do exame é crucial: após dois resultados negativos consecutivos com intervalo de um ano, o rastreamento passa a ser trienal. Essa abordagem visa manter a eficácia da detecção, ao mesmo tempo em que reduz a sobrecarga do sistema de saúde e a ansiedade das pacientes. A interrupção do rastreamento também é um ponto importante. Para mulheres com 64 anos ou mais, sem histórico de lesões pré-invasivas e com dois exames negativos nos últimos cinco anos, o rastreamento pode ser descontinuado. Para aquelas que nunca realizaram o exame nessa faixa etária, recomenda-se a realização de dois exames com intervalo de um ano; se negativos, a paciente é dispensada de exames adicionais. Essas diretrizes visam equilibrar os benefícios da detecção precoce com os riscos e custos de exames desnecessários em populações de baixo risco.
No Brasil, o rastreamento do câncer de colo uterino é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos de idade que já tiveram ou têm atividade sexual. O rastreamento antes dos 25 anos deve ser evitado devido à alta taxa de regressão espontânea de lesões em mulheres jovens.
Após dois exames citopatológicos negativos consecutivos, com intervalo de um ano, o rastreamento pode ser realizado a cada três anos. Essa frequência é considerada segura e eficaz para a detecção precoce de lesões.
O rastreamento pode ser interrompido para mulheres com 64 anos ou mais que nunca tiveram história de doença neoplásica pré-invasiva e que apresentaram pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos que nunca se submeteram ao exame, devem ser realizados dois exames com intervalo de um ano; se ambos negativos, podem ser dispensadas.
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