Rastreamento Câncer de Colo Pós-Histerectomia Total

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 37 anos, hígida, vem à consulta para realizar avaliação ginecológica de rotina. Realizou histerectomia total por sangramento uterino anormal decorrente de miomatose há 2 anos, com diagnóstico anatomopatológico confirmando leiomiomas. Traz os últimos exames citopatológicos do colo uterino realizados no mês anterior à cirurgia e um ano antes, ambos negativos para células malignas e com presença de células metaplásicas. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA, 2016), em relação à recomendação do rastreamento do câncer de colo nesse caso, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a paciente necessita de avaliação colposcópica imediata.
  2. B) a paciente pode ser excluída do rastreamento do câncer de colo uterino.
  3. C) teste molecular de tipagem do papilomavírus humano deve ser oferecido.
  4. D) novo exame citopatológico da cúpula vaginal deve ser realizado em 3 anos.

Pérola Clínica

Histerectomia total por doença benigna + citologia pré-cirúrgica normal → exclusão do rastreamento de câncer de colo.

Resumo-Chave

Pacientes que realizaram histerectomia total por doença benigna, com histórico de citopatológicos cervicais normais nos últimos anos, podem ser excluídas do rastreamento de câncer de colo uterino, conforme as diretrizes do INCA.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino, realizado principalmente através do exame citopatológico (Papanicolau), é uma das estratégias mais eficazes para a prevenção secundária dessa neoplasia. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA, 2016) estabelecem critérios claros para o início, frequência e interrupção do rastreamento. Um ponto importante e frequentemente questionado é a conduta após a histerectomia. Para pacientes que realizaram histerectomia total (remoção do útero e do colo uterino) por doença benigna, e que possuem um histórico de exames citopatológicos cervicais normais nos últimos 5 anos (com pelo menos dois exames negativos consecutivos), o rastreamento do câncer de colo uterino pode ser descontinuado. Isso ocorre porque o colo uterino, local de origem da maioria dos cânceres cervicais, foi removido. É fundamental diferenciar histerectomia total de histerectomia subtotal, onde o colo uterino é preservado e o rastreamento deve continuar. Além disso, a presença de células metaplásicas nos exames pré-cirúrgicos é um achado normal e não contraindica a interrupção do rastreamento, desde que não haja atipias. A paciente do caso, com histerectomia total por miomatose e exames pré-cirúrgicos negativos, se enquadra nos critérios para exclusão do rastreamento.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreamento do câncer de colo pode ser interrompido?

O rastreamento pode ser interrompido em mulheres com histerectomia total (sem colo uterino) por doença benigna e com histórico de exames citopatológicos cervicais normais nos últimos 5 anos.

Qual a diferença entre histerectomia total e subtotal para o rastreamento?

Após histerectomia subtotal (com colo uterino remanescente), o rastreamento deve ser mantido normalmente. Após histerectomia total, se os critérios forem atendidos, pode ser suspenso.

É necessário fazer Papanicolau da cúpula vaginal após histerectomia total?

Não é necessário realizar citopatológico da cúpula vaginal de rotina após histerectomia total por doença benigna, desde que o histórico de exames cervicais pré-cirúrgicos seja normal.

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