UFSM/HUSM - Hospital Universitário de Santa Maria (RS) — Prova 2017
Segundo Stein, Zelmanowicz e Falavigna (2013), o rastreamento, também chamado de rastreio ou screening, pode ser definido como um processo que identifica pessoas aparentemente saudáveis, mas que poderiam apresentar maior risco de desenvolver uma doença ou maior probabilidade de ter uma determinada condição clínica; as quais, uma vez identificadas, se confirmadas com segurança, deveriam receber um tratamento capaz de reduzir o risco e/ou complicação da doença em questão. Com relação ao rastreamento de indivíduos assintomáticos, responda à questão seguinte. De acordo com as diretrizes de rastreamento no contexto da Atenção Primária em Saúde no Brasil, publicadas pelo Ministério da Saúde (Cadernos de Atenção Primária – número 29 – Rastreamento), avalie as opções a seguir:I – Recomenda-se o rastreamento de câncer de próstata usando dosagem anual de antígeno prostático específico (PSA) em homens assintomáticos com idades entre 75 e 85 anos.II – Recomenda-se o rastreamento para o câncer de cólon e reto usando pesquisa de sangue oculto nas fezes, colonoscopia ou sigmoidoscopia, em adultos de ambos os sexos, com idades entre 50 e 75 anos.III – Recomenda-se o rastreamento de câncer de colo do útero em mulheres com idade inferior a 65 anos, sexualmente ativas e que tenham a cérvice (não histerectomizadas).IV – Não se recomenda o rastreamento de câncer de colo do útero em mulheres com idade maior que 65 anos, que já tenham um exame de Papanicolau normal e que não façam parte do grupo de alto risco para essa patologia.V – Recomenda-se o rastreamento de câncer da mama bianual por meio de mamografia para mulheres com idade entre 50 e 74 anos.São recomendações de rastreamento para detecção precoce de câncer:
Rastreamento de câncer na APS: cólon (50-75a), colo do útero (<65a), mama (50-74a bianual). Próstata (>75a não recomendado.
As diretrizes brasileiras de rastreamento de câncer na Atenção Primária em Saúde são específicas para cada tipo de câncer e faixa etária. É crucial conhecer as recomendações para câncer de cólon e reto, colo do útero e mama, e as contraindicações para o rastreamento de próstata em idosos.
O rastreamento de câncer na Atenção Primária em Saúde (APS) é uma estratégia fundamental para a detecção precoce e melhoria do prognóstico. As diretrizes do Ministério da Saúde no Brasil são claras quanto às recomendações para diferentes tipos de câncer, visando maximizar o benefício e minimizar os danos do rastreamento. Para o câncer de próstata, o rastreamento com PSA em homens assintomáticos acima de 75 anos não é recomendado devido à baixa efetividade e aos riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. Já para o câncer colorretal, o rastreamento é indicado para ambos os sexos entre 50 e 75 anos, utilizando métodos como pesquisa de sangue oculto nas fezes ou exames endoscópicos. O câncer de colo do útero tem rastreamento recomendado para mulheres sexualmente ativas com cérvice, geralmente até os 64 anos, podendo ser descontinuado após os 65 anos com histórico de exames normais e baixo risco. O câncer de mama tem rastreamento bianual por mamografia para mulheres de 50 a 74 anos. Residentes devem dominar essas diretrizes para oferecer uma atenção integral e baseada em evidências aos pacientes. A compreensão das faixas etárias, métodos e critérios para iniciar ou descontinuar o rastreamento é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência, garantindo uma abordagem preventiva eficaz e segura.
As diretrizes brasileiras não recomendam o rastreamento populacional de câncer de próstata com PSA em homens assintomáticos, especialmente acima de 75 anos, devido ao baixo benefício e alto risco de sobrediagnóstico e sobretratamento. A decisão deve ser individualizada para homens de 50 a 75 anos.
O rastreamento de câncer de mama por mamografia é recomendado bianualmente para mulheres com idade entre 50 e 74 anos no contexto da Atenção Primária em Saúde no Brasil.
O rastreamento de câncer de colo do útero pode ser descontinuado em mulheres com idade maior que 65 anos, que já tenham um histórico de exames de Papanicolau normais e que não façam parte de grupos de alto risco para essa patologia.
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