UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
São medidas de prevenção que, comprovadamente, reduzem a mortalidade por câncer:
Rastreamento de câncer com redução de mortalidade: mamografia (>40 anos), Papanicolau, pesquisa de sangue oculto nas fezes (>50 anos).
A questão aborda medidas de rastreamento de câncer comprovadamente eficazes na redução da mortalidade. É crucial diferenciar exames de rastreamento populacional com impacto na mortalidade de exames de detecção precoce sem essa comprovação ou de exames diagnósticos.
O rastreamento de câncer visa identificar lesões pré-malignas ou câncer em estágios iniciais em indivíduos assintomáticos, com o objetivo de reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico. A escolha das medidas de rastreamento é baseada em evidências científicas robustas que demonstram impacto na sobrevida. As principais medidas com comprovada redução de mortalidade incluem a mamografia para câncer de mama (geralmente a partir dos 40 ou 50 anos, conforme diretrizes), o exame de Papanicolau para câncer de colo de útero (início aos 25 anos, após o início da vida sexual, com periodicidade trienal após dois exames anuais negativos) e a pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia para câncer colorretal (a partir dos 50 anos). É fundamental que residentes e estudantes compreendam a diferença entre rastreamento eficaz e outras formas de detecção precoce ou exames diagnósticos, evitando a solicitação de exames sem benefício comprovado em populações assintomáticas, como o PET-CT ou o PSA em rastreamento indiscriminado, que podem levar a sobrediagnóstico e sobretratamento.
Os exames com evidência de redução de mortalidade incluem mamografia para câncer de mama, Papanicolau para câncer de colo de útero e pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia para câncer colorretal.
A mamografia de rastreamento é geralmente recomendada a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo das diretrizes e fatores de risco individuais, com periodicidade anual ou bienal.
O autoexame das mamas não demonstrou redução da mortalidade por câncer de mama em estudos populacionais, sendo mais um método de autoconhecimento e não substituindo a mamografia.
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