CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Qual é o objetivo do rastreamento das neoplasias malignas e para quais tipos de câncer há evidências científicas suficientes que justifiquem o rastreamento na população em geral?
Rastreamento de câncer = prevenção secundária → detecção precoce de lesões pré-malignas ou câncer inicial.
O rastreamento de neoplasias malignas tem como objetivo a prevenção secundária, ou seja, a detecção precoce de lesões pré-malignas ou câncer em estágios iniciais, antes do surgimento de sintomas, permitindo um tratamento mais eficaz e melhor prognóstico. Os cânceres com evidência para rastreamento populacional são mama, colo do útero e colorretal.
O rastreamento de neoplasias malignas é uma estratégia de saúde pública que visa identificar precocemente o câncer ou lesões pré-malignas em indivíduos assintomáticos de uma população-alvo. Seu objetivo principal é a prevenção secundária, permitindo intervenções mais eficazes, tratamentos menos invasivos e, consequentemente, a redução da morbimortalidade associada à doença. Para que um programa de rastreamento seja justificado, ele deve atender a critérios rigorosos, incluindo a existência de uma doença com alta prevalência e morbidade, um teste de rastreamento seguro, eficaz e aceitável, e evidências de que o rastreamento melhora os desfechos clínicos. Atualmente, há evidências científicas robustas que justificam o rastreamento populacional para o câncer de mama (mamografia), câncer de colo do útero (Papanicolau e/ou teste de HPV) e câncer colorretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes, colonoscopia). Outros cânceres, como o de próstata, têm rastreamento mais controverso devido à falta de consenso sobre o benefício líquido (benefícios versus riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento). Residentes devem compreender os princípios do rastreamento, os cânceres para os quais é recomendado e as limitações de cada método, a fim de orientar adequadamente seus pacientes.
A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença (ex: vacinação HPV, parar de fumar), enquanto a prevenção secundária busca detectar a doença precocemente em indivíduos assintomáticos (rastreamento).
Para câncer de mama, a mamografia; para câncer de colo do útero, o exame de Papanicolau (citopatológico) e/ou teste de HPV; e para câncer colorretal, pesquisa de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia ou colonoscopia.
O rastreamento de câncer de próstata (PSA e toque retal) é controverso devido ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento, com potenciais efeitos adversos significativos sem um benefício claro na redução da mortalidade geral em todos os grupos.
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