SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2015
O Ministério da Saúde (MS), no Caderno de Atenção Básica nº 29, faz recomendações acerca de condutas de rastreamento que deverão ser oferecidas à população. Assinale a alternativa que contém um exame de rastreamento não preconizado pelo MS.
O rastreamento de câncer de próstata com PSA não é universalmente preconizado pelo MS devido à controvérsia sobre benefícios e danos.
O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional do câncer de próstata com PSA devido à falta de evidências de benefício claro na redução da mortalidade e ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento, com seus consequentes danos (biópsias desnecessárias, disfunção erétil, incontinência).
O rastreamento de câncer é uma estratégia de saúde pública que visa identificar doenças em estágios iniciais em populações assintomáticas, permitindo intervenções mais eficazes e melhor prognóstico. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estabelece diretrizes claras sobre quais exames de rastreamento devem ser oferecidos na Atenção Básica, baseando-se em evidências científicas de custo-efetividade e balanço entre benefícios e danos. As recomendações do MS incluem o rastreamento do câncer de mama (mamografia), câncer de colo de útero (colpocitologia oncótica) e câncer colorretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes). No entanto, o rastreamento populacional do câncer de próstata com o Antígeno Prostático Específico (PSA) e o toque retal não é universalmente preconizado. Essa decisão se baseia na controvérsia sobre o real benefício do PSA na redução da mortalidade por câncer de próstata e nos riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento, que podem levar a intervenções desnecessárias e efeitos adversos significativos na qualidade de vida dos homens. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam as diretrizes do MS para oferecer um cuidado baseado em evidências, evitando exames que podem gerar mais danos do que benefícios. A discussão sobre o rastreamento de próstata deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios com o paciente, e não como uma política de rastreamento populacional.
O MS preconiza o rastreamento do câncer de mama (mamografia para mulheres de 50 a 69 anos), câncer de colo de útero (colpocitologia oncótica para mulheres de 25 a 64 anos) e câncer colorretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes para pessoas de 50 a 75 anos).
Não há consenso sobre o benefício do rastreamento populacional com PSA na redução da mortalidade por câncer de próstata, e há riscos significativos de sobrediagnóstico e sobretratamento, levando a biópsias e tratamentos desnecessários com efeitos adversos como incontinência e disfunção erétil.
Rastreamento é a aplicação de testes em indivíduos assintomáticos para identificar doenças em estágio inicial. Diagnóstico precoce é a detecção da doença em pessoas que já apresentam sintomas, visando iniciar o tratamento o mais rápido possível.
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