UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2017
Homem de 50 anos está muito preocupado porque seu vizinho teve câncer de próstata e está morrendo. Ele nega sintomas de prostatismo ou outra enfermidade. Apresenta história familiar de diabetes. Não vai à consulta médica há anos. Quanto à prevenção, para o rastreamento de doenças na Atenção Primária à Saúde, embasadas no impacto de morbimortalidade, as condutas necessárias são:
Homem > 40-50a na APS: rastrear DM, dislipidemia e HAS.
Em homens de 50 anos, sem queixas específicas, o foco do rastreamento na Atenção Primária à Saúde deve ser em doenças crônicas de alta prevalência e impacto na morbimortalidade, como diabetes, dislipidemia e hipertensão arterial, que podem ser assintomáticas por longo tempo.
A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel crucial na prevenção e rastreamento de doenças, especialmente as crônicas não transmissíveis (DCNT), que representam a maior carga de morbimortalidade global. Em pacientes assintomáticos, como o homem de 50 anos da questão, o foco deve ser em condições de alta prevalência e impacto, cujas intervenções precoces podem mudar o curso da doença. Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica e Dislipidemias são exemplos clássicos. O rastreamento para essas condições envolve exames simples e de baixo custo, como glicemia de jejum, perfil lipídico e aferição da pressão arterial. A detecção precoce permite a implementação de mudanças no estilo de vida e, se necessário, tratamento farmacológico, prevenindo complicações graves como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e cegueira. A história familiar de diabetes no caso reforça a necessidade de rastreamento para essa condição. Em contraste, o rastreamento de câncer de próstata com PSA é um tema de debate. As diretrizes atuais, como as do Ministério da Saúde do Brasil, não recomendam o rastreamento populacional indiscriminado devido à falta de evidências de benefício claro na redução da mortalidade e aos riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. A decisão de rastrear deve ser individualizada, após discussão com o paciente sobre riscos e benefícios, e considerando fatores como etnia e história familiar.
Para homens de 50 anos, sem sintomas, os exames prioritários incluem glicemia de jejum para diabetes, colesterol total e frações para dislipidemia, e aferição regular da pressão arterial para hipertensão.
O rastreamento com PSA é controverso devido ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento, com potenciais danos superando os benefícios em muitos casos, especialmente em homens assintomáticos sem fatores de risco adicionais.
A história familiar, como a de diabetes neste caso, aumenta o risco do paciente para certas condições, reforçando a necessidade de rastreamento precoce e acompanhamento, permitindo intervenções preventivas.
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