Rastreamento em Homens: O que Fazer na Atenção Básica?

UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020

Enunciado

Um homem de sessenta e um anos de idade, sem diagnósticos prévios nem queixas, procurou atendimento em UBS, para iniciar acompanhamento. Considerando essa situação, e de acordo com o Caderno de Atenção Básica de Rastreamento, julgue o próximo item. O médico da família e comunidade, com o intuito de fazer o rastreamento adequado, deverá: verificar o uso de álcool e tabaco, aferir sua pressão arterial, calcular seu IMC e solicitar hemograma, lipidograma, glicemia de jejum e PSA.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Rastreamento PSA não é universalmente recomendado para homens assintomáticos > 60 anos sem discussão prévia.

Resumo-Chave

O rastreamento na Atenção Básica deve ser individualizado e baseado em evidências. A solicitação de PSA para homens assintomáticos acima de 60 anos sem uma discussão prévia sobre riscos e benefícios é controversa e não é uma recomendação universal do Ministério da Saúde, especialmente no contexto de um primeiro atendimento sem queixas.

Contexto Educacional

O rastreamento na Atenção Básica é uma ferramenta fundamental para a prevenção e detecção precoce de doenças, visando melhorar a qualidade de vida da população. As diretrizes são estabelecidas por órgãos de saúde, como o Ministério da Saúde, e devem ser seguidas para garantir a efetividade e segurança das intervenções. É crucial que o médico de família e comunidade conheça essas recomendações para oferecer um cuidado integral e baseado em evidências. A fisiopatologia e o diagnóstico precoce de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, são pilares do rastreamento. A avaliação de fatores de risco como tabagismo e alcoolismo permite intervenções precoces e aconselhamento. O cálculo do IMC auxilia na identificação de sobrepeso/obesidade, condições associadas a diversas comorbidades. A solicitação de exames laboratoriais como lipidograma e glicemia de jejum visa identificar dislipidemias e diabetes mellitus, respectivamente. No entanto, o rastreamento de câncer de próstata com PSA é um tema controverso. As diretrizes atuais enfatizam a decisão compartilhada, onde o médico discute com o paciente os riscos e benefícios do exame, especialmente em homens acima de 60 anos, devido ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento. Portanto, a solicitação rotineira de PSA sem essa discussão não é considerada uma prática adequada universalmente, tornando o item da questão incorreto.

Perguntas Frequentes

Quais são os exames de rastreamento recomendados para homens na Atenção Básica?

Para homens, o rastreamento inclui avaliação de tabagismo, alcoolismo, pressão arterial, IMC, glicemia de jejum e lipidograma. O PSA deve ser discutido individualmente.

Quando o rastreamento de PSA é indicado?

O rastreamento de PSA é indicado após discussão de riscos e benefícios com o paciente, geralmente a partir dos 50 anos, ou 45 anos para grupos de risco, e não é uma recomendação universal para todos os homens acima de 60 anos.

Qual a importância da decisão compartilhada no rastreamento?

A decisão compartilhada é crucial no rastreamento de câncer de próstata, pois permite ao paciente entender os potenciais benefícios (detecção precoce) e malefícios (biópsias desnecessárias, tratamento excessivo) antes de optar pelo exame.

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