HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
T.B.C., 40 anos, veio à medicina fetal para exame morfológico de primeiro trimestre da gestação. À ecografia, identificado CCN de 90 mm e transluscência nucal (TN) de 2 mm, ducto venoso com onda A positiva e regurgitação de tricúspide ausente. Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa correta:
Rastreio de 1º trimestre (TN/CCN) exige CCN entre 45 e 84 mm; fora disso, o cálculo é inválido.
O rastreamento de aneuploidias pelo CCN e TN é validado apenas para fetos com CCN entre 45 mm e 84 mm (aprox. 11 a 13 semanas e 6 dias).
O rastreamento ultrassonográfico do primeiro trimestre utiliza o Comprimento Cabeça-Nádega (CCN) para datar a gestação e definir a janela de oportunidade para a medida da Transluscência Nucal (TN). Além da TN, a avaliação do ducto venoso e do fluxo na válvula tricúspide refina o cálculo de risco para as trissomias 21, 18 e 13. A padronização técnica rigorosa, incluindo o tamanho fetal adequado, é o que garante a sensibilidade do método.
Esses limites foram estabelecidos pela Fetal Medicine Foundation (FMF) baseados em estudos populacionais que correlacionaram a espessura da transluscência nucal com o risco de trissomias. Abaixo de 45 mm, o feto é muito pequeno para visualização técnica adequada. Acima de 84 mm (cerca de 14 semanas), a linfa fetal tende a ser drenada pelo sistema linfático em desenvolvimento, reduzindo a espessura da TN mesmo em fetos afetados, o que gera falsos negativos.
A onda A do ducto venoso corresponde à contração atrial fetal. Uma onda A positiva (fluxo anterógrado) é o achado normal e indica boa função cardíaca e ausência de sobrecarga pressórica no átrio direito. Quando a onda A está ausente ou reversa, há um aumento significativo do risco de cromossomopatias, cardiopatias congênitas e desfechos gestacionais adversos, como óbito fetal.
Se o CCN ultrapassar 84 mm, o rastreamento combinado do primeiro trimestre não pode mais ser realizado de forma confiável. A conduta deve ser realizar o exame morfológico de segundo trimestre (20-24 semanas) para busca de malformações estruturais. Se houver indicação clínica, pode-se discutir o NIPT (DNA fetal livre), que mantém alta sensibilidade em idades gestacionais mais avançadas.
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