UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
Em cada um do próximo item, é apresentado um caso clínico a respeito do crescimento e do desenvolvimento na infância e na adolescência, seguido de uma assertiva que deve ser julgada.Um pré-escolar de três anos de idade, acompanhado da mãe, foi a uma consulta ambulatorial porque tinha falta de apetite, e a mãe achava que ele estava desnutrido e com estatura abaixo do normal. No exame físico, o médico observou peso/idade de escore Z menor que !3; fontanela anterior presente e ampla; suturas cranianas presentes e alargadas; alargamento dos punhos; hipotonia muscular; abdome em batráquio; baixa estatura para a idade. Nesse caso, o tratamento recomendado para a criança é a administração de 200.000 UI de vitamina A por via oral, com repetição da mesma dosagem vinte e quatro horas depois, e uma terceira dose idêntica às anteriores após quatro semanas.
Fontanela ampla, alargamento punhos, hipotonia e abdome em batráquio → Raquitismo (deficiência Vit D), não Vit A.
Os sinais clínicos apresentados (fontanela ampla, suturas alargadas, alargamento dos punhos, hipotonia, abdome em batráquio, baixa estatura) são clássicos do raquitismo, uma doença óssea metabólica causada por deficiência de vitamina D. O tratamento com vitamina A em altas doses é indicado para deficiência grave de vitamina A, não para raquitismo.
O raquitismo é uma doença metabólica óssea caracterizada pela mineralização inadequada da matriz óssea em crescimento, resultando em ossos moles e deformidades. A principal causa é a deficiência de vitamina D, que é crucial para a homeostase do cálcio e fósforo. Embora menos comum em países desenvolvidos devido à fortificação alimentar e suplementação, ainda é uma preocupação em populações de risco, como lactentes amamentados exclusivamente sem suplementação, crianças com baixa exposição solar ou com condições de má absorção. A detecção precoce é vital para prevenir deformidades permanentes. Os sinais clínicos do raquitismo são variados e dependem da idade e gravidade. Em lactentes, pode-se observar craniotabes, fontanela anterior ampla e persistente, rosário raquítico e hipotonia. Em crianças maiores, são comuns o alargamento dos punhos e tornozelos, genu varum ou valgum, cifose e baixa estatura. O diagnóstico é clínico, radiológico (alargamento e irregularidade das metáfises) e laboratorial (níveis baixos de 25-hidroxivitamina D, hipocalcemia, hipofosfatemia e aumento do PTH e fosfatase alcalina). A suspeita deve surgir em crianças com atraso no crescimento e sinais ósseos característicos. O tratamento do raquitismo por deficiência de vitamina D consiste na suplementação de vitamina D em doses terapêuticas, geralmente por várias semanas, seguida de doses de manutenção. É fundamental também garantir uma ingestão adequada de cálcio. A prevenção envolve a suplementação de vitamina D em lactentes e crianças, conforme as diretrizes pediátricas, e a promoção de exposição solar segura. A deficiência de vitamina A, por outro lado, manifesta-se principalmente com problemas oculares e imunológicos, e seu tratamento é distinto, focando na reposição da vitamina A.
Os principais sinais incluem fontanela anterior ampla e persistente, suturas cranianas alargadas, craniotabes, rosário raquítico (alargamento das junções costocondrais), alargamento dos punhos e tornozelos, hipotonia muscular, abdome em batráquio, baixa estatura e deformidades ósseas como pernas arqueadas (genu varum) ou joelhos valgos.
O tratamento da deficiência de vitamina D (raquitismo) envolve a suplementação de vitamina D em doses terapêuticas, enquanto o tratamento da deficiência de vitamina A, especialmente em casos graves, consiste na administração de doses elevadas de vitamina A por via oral, seguindo protocolos específicos da OMS.
A vitamina D é essencial para a absorção intestinal de cálcio e fósforo, minerais fundamentais para a mineralização óssea. Sua deficiência leva à mineralização inadequada da matriz óssea, resultando em ossos moles e deformáveis, característicos do raquitismo.
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