PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
"O raquitismo e a osteomalácia são doenças caracterizadas pela deficiência da mineralização óssea com repercussões primariamente esqueléticas, mas que também podem afetar diversos outros tecidos e órgãos e comprometer a saúde global do indivíduo." Em relação às alterações de cálcio, fósforo e vitamina D na infância, assinale a alternativa CORRETA:
Leite materno tem vitamina D insuficiente para lactentes → suplementação é essencial.
O leite materno, embora ideal em muitos aspectos, não fornece vitamina D em quantidades adequadas para cobrir as necessidades dos lactentes, tornando a suplementação diária com vitamina D uma medida crucial para prevenir o raquitismo.
O raquitismo é uma doença óssea metabólica caracterizada pela mineralização deficiente da cartilagem de crescimento e do osso em formação, afetando crianças. A osteomalácia é a forma adulta da doença, com mineralização inadequada do osso já formado. A principal causa é a deficiência de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e fósforo. A prevalência ainda é significativa em algumas regiões, especialmente em populações com baixa exposição solar ou nutrição inadequada. A vitamina D é crucial para a homeostase do cálcio e fósforo, regulando sua absorção intestinal e reabsorção renal. A deficiência leva à hipocalcemia e/ou hipofosfatemia, estimulando o paratormônio (PTH), que tenta normalizar o cálcio à custa da desmineralização óssea. O diagnóstico é clínico, radiológico e laboratorial, com níveis baixos de 25(OH)D, hipocalcemia, hipofosfatemia e PTH elevado. O tratamento baseia-se na reposição de vitamina D e cálcio, com doses que variam conforme a gravidade e idade. A prevenção é fundamental, com suplementação universal de vitamina D para lactentes e crianças, especialmente aquelas em aleitamento materno exclusivo, pois o leite materno, apesar de ser o alimento ideal, não fornece vitamina D em quantidade suficiente para as necessidades diárias.
Os sinais incluem alargamento dos punhos e tornozelos, rosário raquítico, bossa frontal, craniotabes e, em casos avançados, deformidades ósseas como pernas arqueadas.
A recomendação geral é de 400 UI/dia de vitamina D para lactentes desde os primeiros dias de vida, independentemente do tipo de alimentação (leite materno ou fórmula).
A concentração de vitamina D no leite materno é baixa e varia conforme o status materno. Mesmo mães suplementadas podem não garantir níveis adequados para o bebê, justificando a suplementação direta.
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