CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
O raquitismo carencial na criança caracteriza-se por:
Raquitismo carencial = Hipofosfatemia + Fosfatase Alcalina ↑ + Deficiência Vitamina D. (Hipocalcemia pode ou não estar presente).
O raquitismo carencial é causado principalmente pela deficiência de vitamina D, levando a uma mineralização óssea inadequada. Laboratorialmente, caracteriza-se por hipofosfatemia e níveis elevados de fosfatase alcalina, refletindo o distúrbio no metabolismo ósseo e a tentativa de compensação.
O raquitismo carencial é uma doença metabólica óssea que afeta crianças em crescimento, caracterizada por mineralização inadequada da cartilagem de crescimento e do osso recém-formado. A principal causa é a deficiência de vitamina D, essencial para a homeostase do cálcio e fósforo. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial, pois a falta de vitamina D leva à diminuição da absorção intestinal de cálcio e fósforo, resultando em hipocalcemia e/ou hipofosfatemia, que por sua vez estimulam o paratormônio (PTH). Os achados laboratoriais são fundamentais para o diagnóstico. A hipofosfatemia é um achado consistente, pois o PTH elevado (em resposta à hipocalcemia ou diretamente à deficiência de vitamina D) aumenta a excreção renal de fósforo. A fosfatase alcalina está classicamente elevada, refletindo o aumento da atividade osteoblástica na tentativa de reparar o osso não mineralizado. Os níveis de 25-hidroxivitamina D estarão baixos. Clinicamente, manifesta-se com deformidades ósseas (pernas arqueadas, rosário raquítico), atraso no crescimento e fraqueza muscular. O tratamento do raquitismo carencial envolve a suplementação de vitamina D e cálcio, com monitoramento dos níveis séricos de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina. A prevenção é feita através da exposição solar adequada e suplementação de vitamina D em grupos de risco. Residentes devem estar atentos aos sinais clínicos e laboratoriais para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz, prevenindo sequelas ósseas permanentes e promovendo o desenvolvimento saudável da criança.
No raquitismo carencial, os achados laboratoriais típicos incluem hipofosfatemia, níveis elevados de fosfatase alcalina (indicando aumento da atividade osteoblástica), e frequentemente níveis baixos de 25-hidroxivitamina D. A calcemia pode ser normal ou discretamente baixa, e o PTH geralmente está elevado.
A fosfatase alcalina é uma enzima produzida pelos osteoblastos. No raquitismo, há um aumento da atividade osteoblástica na tentativa de mineralizar o osso, que está deficiente em cálcio e fósforo. Esse aumento da atividade resulta em níveis elevados de fosfatase alcalina sérica.
A deficiência de vitamina D é a principal causa do raquitismo carencial. A vitamina D é essencial para a absorção intestinal de cálcio e fósforo. Sua falta leva à hipocalcemia e hipofosfatemia, que prejudicam a mineralização da matriz óssea em crescimento, resultando nas deformidades ósseas características.
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