Raquitismo Carencial em Lactentes: Diagnóstico e Tratamento

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Um lactente que nasceu a termo, com peso de 2.200 g, comprimento de 49 cm, apresentou rápida recuperação nutricional durante os primeiros meses de vida. Recebeu leite materno exclusivo até os seis meses de vida, quando iniciou a alimentação complementar de acordo com as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Em decorrência do bom ganho pôndero-estatural, os pais optaram por não fazer nenhuma suplementação vitamínica ou mineral. Aos nove meses de vida foram observados hipotonia e craniotabes ao exame físico. Qual a principal suspeita diagnóstica e seu tratamento?

Alternativas

  1. A) Raquitismo carencial. Colecalciferol 2.000 UI/dia durante 3 meses.
  2. B) Deficiência de ferro. Sulfato ferroso 5 mg/kg/dia durante 3 meses.
  3. C) Raquitismo carencial. Cálcio elementar 500 mg/dia durante 3 meses.
  4. D) Deficiência de vitamina A. Acetato de retinol 3.000 UI/dia.

Pérola Clínica

Lactente com hipotonia e craniotabes, sem suplementação de Vit D → Raquitismo carencial. Tto: Colecalciferol.

Resumo-Chave

A ausência de suplementação de vitamina D em lactentes, mesmo com bom ganho ponderal e aleitamento materno exclusivo, pode levar a raquitismo carencial. Sinais como hipotonia e craniotabes são indicativos de desmineralização óssea, e o tratamento envolve a reposição de colecalciferol.

Contexto Educacional

O raquitismo carencial, causado pela deficiência de vitamina D, é uma condição metabólica óssea que afeta crianças em crescimento, resultando em mineralização inadequada da matriz óssea. Embora a incidência tenha diminuído em países desenvolvidos devido à fortificação alimentar e suplementação, ainda é uma preocupação em populações vulneráveis e em lactentes que não recebem suplementação adequada de vitamina D, mesmo em aleitamento materno exclusivo. A vitamina D é crucial para a absorção de cálcio e fósforo, essenciais para a formação óssea. A apresentação clínica do raquitismo carencial em lactentes pode incluir sinais como craniotabes (amolecimento dos ossos do crânio, especialmente parietal e occipital), rosário raquítico (espessamento das junções costocondrais), alargamento dos punhos e tornozelos, e hipotonia muscular, que pode levar a atraso no desenvolvimento motor. O diagnóstico é clínico, radiológico (alargamento e irregularidade das metáfises) e laboratorial (níveis baixos de 25-hidroxivitamina D, hipocalcemia, hipofosfatemia e aumento do PTH). O tratamento do raquitismo carencial baseia-se na reposição de vitamina D, geralmente com colecalciferol. A dose terapêutica é significativamente maior que a dose profilática e deve ser mantida por um período determinado, seguido por uma dose de manutenção. A suplementação de cálcio pode ser necessária em casos de hipocalcemia grave. A prevenção é feita com a suplementação rotineira de vitamina D para lactentes, especialmente aqueles em aleitamento materno exclusivo, conforme as diretrizes pediátricas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas do raquitismo carencial em lactentes?

Os principais sinais incluem craniotabes (amolecimento dos ossos do crânio), rosário raquítico (espessamento das junções costocondrais), alargamento dos punhos e tornozelos, hipotonia muscular e atraso no desenvolvimento motor.

Por que a suplementação de vitamina D é importante para lactentes amamentados exclusivamente?

O leite materno, embora seja o alimento ideal, contém baixas concentrações de vitamina D. A suplementação é essencial para prevenir a deficiência e o raquitismo, especialmente em regiões com menor exposição solar.

Qual a dose recomendada de colecalciferol para tratamento do raquitismo carencial?

Para o tratamento do raquitismo carencial, a dose de colecalciferol geralmente recomendada é de 2.000 UI/dia por 3 meses, seguida por uma dose de manutenção, sob orientação médica.

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