UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2019
Em ensaio clínico para avaliar se o tratamento de hiperuricemia com alopurinol em hipertensos reduz a pressão arterial, a estratégia para lidar com a possível falta de comparabilidade entre o grupo tratado com alopurinol e o grupo controle deve utilizar:
Randomização = garante comparabilidade entre grupos em ensaios clínicos.
A randomização é a estratégia mais eficaz em ensaios clínicos para garantir que os grupos de tratamento e controle sejam comparáveis em relação a características conhecidas e desconhecidas, minimizando vieses de seleção e confundimento.
Em ensaios clínicos, o objetivo principal é avaliar a eficácia e segurança de uma intervenção, comparando-a com um controle. Para que essa comparação seja válida, é fundamental que os grupos de estudo (intervenção e controle) sejam o mais semelhantes possível em todas as características que possam influenciar o desfecho, exceto pela intervenção em si. A estratégia mais robusta para garantir essa comparabilidade é a randomização. A randomização é o processo pelo qual os participantes são alocados aleatoriamente para os diferentes grupos de tratamento. Isso significa que cada participante tem a mesma chance de ser alocado para qualquer um dos grupos. Ao fazer isso, a randomização ajuda a distribuir de forma equitativa tanto os fatores de risco conhecidos quanto os desconhecidos entre os grupos, minimizando o viés de seleção e o efeito de variáveis de confundimento. Para residentes, compreender a randomização é crucial para a leitura crítica de artigos científicos e para o planejamento de pesquisas. Um ensaio clínico randomizado e controlado é considerado o padrão-ouro na hierarquia das evidências, precisamente porque a randomização confere alta validade interna aos resultados, permitindo inferir causalidade entre a intervenção e o desfecho.
O principal objetivo da randomização é criar grupos de estudo que sejam o mais semelhantes possível em todas as características, exceto pela intervenção em estudo, permitindo que qualquer diferença observada nos resultados seja atribuída à intervenção.
A randomização distribui aleatoriamente os fatores de confundimento conhecidos e desconhecidos entre os grupos de intervenção e controle, equilibrando-os e minimizando seu impacto nos resultados do estudo.
Os tipos mais comuns incluem randomização simples, randomização em blocos (para garantir números iguais nos grupos) e randomização estratificada (para garantir equilíbrio em variáveis prognósticas importantes).
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