Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
O estudo Hygia Chronotherapy designou aleatoriamente 19084 pacientes para tomar seus medicamentos hipotensores na hora de dormir ou acordar e acompanhou em média durante seis anos. Ele mostrou que os pacientes que tomavam ao deitar tiveram uma redução de 45% do total de eventos cardiovasculares. Sobre o ensaio clínico randomizado podemos afirmar que:
Randomização = equilibrar grupos por fatores conhecidos/desconhecidos, reduzindo viés de seleção.
A randomização é um processo essencial em ensaios clínicos para garantir que os grupos de intervenção e controle sejam comparáveis em relação a fatores prognósticos conhecidos e desconhecidos, minimizando o viés de seleção. Ela é independente do cegamento do estudo.
A randomização é a pedra angular dos ensaios clínicos randomizados (ECR), um dos desenhos de estudo mais robustos para avaliar a eficácia de intervenções. Seu propósito fundamental é garantir que os grupos de comparação sejam equivalentes em todas as características, tanto as conhecidas (idade, sexo, comorbidades) quanto as desconhecidas, antes do início da intervenção. Isso minimiza o viés de seleção e permite que qualquer diferença observada nos desfechos seja atribuída à intervenção estudada, e não a fatores de confusão. É crucial entender que a randomização é um processo independente do cegamento. Um estudo pode ser randomizado e, ainda assim, ser aberto (sem cegamento), cego simples (apenas o paciente não sabe a qual grupo pertence) ou duplo-cego (nem paciente nem pesquisador sabem). O cegamento visa reduzir o viés de informação e de aferição, enquanto a randomização combate o viés de seleção. Ambos são importantes, mas não interdependentes. Outro conceito importante é a análise por intenção de tratar (intention-to-treat analysis), que consiste em analisar os dados de todos os participantes nos grupos aos quais foram originalmente randomizados, mesmo que não tenham seguido o protocolo completo. Essa abordagem preserva a validade da randomização e fornece uma estimativa mais realista do efeito da intervenção na prática clínica, sendo preferível em ECRs para evitar vieses.
O principal objetivo da randomização é criar grupos de comparação que sejam semelhantes em todas as características, exceto pela intervenção estudada, equilibrando fatores prognósticos conhecidos e desconhecidos para evitar vieses de seleção.
Não, a randomização é um processo distinto do cegamento. Um estudo pode ser randomizado e não ser cego (aberto), cego para o paciente (cego simples) ou cego para paciente e pesquisador (duplo-cego).
A análise por intenção de tratar inclui todos os pacientes nos grupos aos quais foram originalmente randomizados, independentemente de terem completado o tratamento ou mudado de grupo, preservando os benefícios da randomização.
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