HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Assinale com [V] para as assertivas verdadeiras e [F] para as falsas em aos ciclos e transmissão da raiva humana e escolha a alternativa que contenha a sequencia correta. I. Os vetores responsáveis pelo ciclo 1 são encontrados facilmente em grandes centros urbanos e devem ser submetidos à vacinação anti-rábica a cada cinco anos. II. O ciclo 2 é atualmente no Brasil e na América Latina, a principal forma da transmissão da raiva para seres humanos. III. O ciclo 3 pode ser considerado o iniciador dos demais ciclos pois os vetores deste, são comumente portadores do vírus da raiva. IV. O ciclo 4 requer extrema atenção pelo risco de contágio com vírus da raiva pelas fezes destes animais.
Ciclos da raiva no Brasil: Raiva urbana (cães/gatos) controlada; Raiva silvestre (morcegos) principal fonte de infecção humana.
As assertivas sobre os ciclos da raiva estão incorretas. A raiva urbana (cães e gatos) está controlada no Brasil, sendo a raiva silvestre, especialmente por morcegos, a principal fonte de transmissão para humanos atualmente. A vacinação antirrábica em cães e gatos é anual, não a cada cinco anos.
A raiva é uma zoonose viral grave, com letalidade de quase 100%, que afeta mamíferos, incluindo humanos. No Brasil, a epidemiologia da raiva passou por uma mudança significativa nas últimas décadas. Historicamente, a raiva urbana, transmitida principalmente por cães e gatos, era a principal preocupação de saúde pública. No entanto, devido a campanhas massivas de vacinação animal, a raiva canina e felina foi controlada em grande parte do território nacional. Atualmente, a principal fonte de infecção da raiva humana no Brasil e na América Latina é o ciclo silvestre, com os morcegos (hematófagos e não hematófagos) sendo os principais reservatórios e transmissores do vírus. Outros animais silvestres também podem estar envolvidos. É fundamental entender que a transmissão não ocorre pelas fezes dos animais, mas sim pela saliva, geralmente através de mordeduras ou arranhaduras. A vacinação antirrábica em cães e gatos é anual, e não a cada cinco anos, como erroneamente sugerido. Para residentes, é crucial estar atualizado sobre a epidemiologia da raiva, reconhecendo a importância do ciclo silvestre e a necessidade de vigilância e profilaxia pós-exposição em casos de contato com animais suspeitos, especialmente morcegos. A compreensão correta dos ciclos de transmissão e das medidas preventivas é vital para a saúde pública.
Atualmente, o principal ciclo de transmissão da raiva para humanos no Brasil é o silvestre, com destaque para os morcegos hematófagos e não hematófagos. A raiva urbana, transmitida por cães e gatos, está controlada em grande parte do país.
A vacinação antirrábica para cães e gatos deve ser realizada anualmente. A assertiva de vacinação a cada cinco anos está incorreta e pode levar à desproteção dos animais e da população.
Não, embora os morcegos sejam os principais vetores da raiva silvestre no Brasil, outros animais silvestres como raposas, saguis e guaxinins também podem transmitir a doença. A vigilância epidemiológica é crucial para identificar as fontes de infecção.
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