SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2017
Casos de hidrofobia ou raiva humana são habitualmente raros e com frequência estável. Entretanto, mesmo a notificação de, apenas, um caso em um território já é motivo de preocupação para a Vigilância Epidemiológica. Considerando a ação da Vigilância Epidemiológica, indique o coeficiente epidemiológico que, aplicado à raiva, justifica essa preocupação.
Raiva humana = Letalidade próxima a 100% → Emergência epidemiológica e notificação imediata.
A raiva é uma encefalite viral progressiva aguda com letalidade virtualmente total, o que justifica o rigor da vigilância epidemiológica mesmo diante de um único caso isolado.
A raiva é causada por um vírus do gênero Lyssavirus. A transmissão ocorre pela inoculação do vírus presente na saliva de animais infectados através da pele ou mucosas. O vírus possui tropismo pelo sistema nervoso central, causando encefalite devastadora. Epidemiologicamente, a letalidade é o quociente entre o número de óbitos e o número de casos confirmados da doença. No caso da raiva, esse valor é próximo a 1,0 (ou 100%), o que a torna uma das doenças mais letais conhecidas pela humanidade. A vigilância atua no monitoramento de animais agressores e na garantia de que todo paciente exposto receba a conduta profilática correta conforme o Ministério da Saúde.
O principal indicador é o coeficiente de letalidade. Como a raiva é uma doença quase invariavelmente fatal após o início dos sintomas, a ocorrência de um único caso sinaliza uma falha grave nas barreiras de controle animal ou na profilaxia pós-exposição humana.
Devido à sua gravidade extrema e ao potencial de disseminação através de reservatórios animais (cães, gatos, morcegos). A notificação imediata permite o bloqueio de foco, vacinação de contatos e investigação da fonte de infecção para prevenir novos casos fatais.
Não há tratamento curativo estabelecido. O Protocolo de Milwaukee (indução de coma e antivirais) apresenta taxas de sucesso extremamente baixas. Portanto, o foco absoluto da medicina é a prevenção através da vacinação pré ou pós-exposição e do soro antirrábico quando indicado.
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