BI-RADS 3: Conduta para Nódulos Mamários Provavelmente Benignos

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 33 anos, submetida a ultrassom de mamas, que identificou: nódulo ovalado, com orientação paralela à pele, de margens circunscritas, hipoecogênico, sem fenômeno acústico posterior, em mama direita, medindo 1 x 0,9 x 0,7 cm. O nódulo foi classificado como categoria 3, pelo sistema de BI-RADS. Indique a conduta a ser seguida.

Alternativas

  1. A) Controle anual.
  2. B) Controle semestral.
  3. C) Exame complementar com ressonância nuclear magnética mamária.
  4. D) Exame complementar com mamografia.
  5. E) Biópsia percutânea.

Pérola Clínica

BI-RADS 3 → lesão provavelmente benigna, conduta é controle ultrassonográfico semestral.

Resumo-Chave

Um nódulo classificado como BI-RADS 3 no ultrassom mamário indica uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o controle semestral com ultrassonografia para monitorar a estabilidade da lesão.

Contexto Educacional

O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever achados em exames de imagem da mama e orientar a conduta. Ele classifica as lesões em categorias de 0 a 6, com base no risco de malignidade. A categoria BI-RADS 3 é atribuída a achados provavelmente benignos, com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. É crucial para estudantes e profissionais de medicina compreenderem essa classificação para um manejo adequado. As características ultrassonográficas que tipicamente levam à classificação BI-RADS 3 incluem nódulos ovais, com orientação paralela à pele, margens circunscritas, hipoecogenicidade e ausência de características suspeitas como sombra acústica posterior ou microcalcificações. Embora a maioria dessas lesões seja benigna, o baixo risco de malignidade exige um acompanhamento para confirmar a estabilidade e evitar biópsias desnecessárias. A conduta recomendada para lesões BI-RADS 3 é o controle ultrassonográfico em curto intervalo, geralmente semestral, por um período de 2 a 3 anos. Se a lesão permanecer estável durante esse período, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna) e seguir o rastreamento de rotina. Caso haja qualquer alteração nas características do nódulo ou aumento de tamanho, uma nova avaliação e, possivelmente, uma biópsia percutânea serão indicadas para esclarecimento diagnóstico. Este protocolo visa otimizar a detecção precoce de malignidades, minimizando intervenções desnecessárias.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas sugerem um nódulo mamário BI-RADS 3?

Características como formato ovalado, orientação paralela à pele, margens circunscritas, hipoecogenicidade homogênea e ausência de vascularização ou calcificações suspeitas são comuns em nódulos BI-RADS 3, indicando benignidade.

Qual o objetivo do controle semestral em lesões BI-RADS 3?

O controle semestral tem como objetivo confirmar a estabilidade da lesão ao longo do tempo. Se o nódulo permanecer estável em tamanho e características por 2-3 anos, ele pode ser reclassificado para BI-RADS 2 (benigno) e seguir para controle anual.

Quando uma lesão BI-RADS 3 pode evoluir para biópsia?

Uma lesão BI-RADS 3 pode ser indicada para biópsia se houver qualquer alteração em suas características (aumento de tamanho, mudança de forma, aparecimento de vascularização suspeita) nos exames de controle, ou se houver alta suspeita clínica apesar dos achados de imagem.

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