IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Em relação ao tratamento do adenocarcinoma do reto extra peritonial é CORRETO afirmar:
Câncer de reto extraperitoneal: radioterapia pré-operatória > pós-operatória para controle local e toxicidade.
Para o adenocarcinoma do reto extraperitoneal, a radioterapia pré-operatória (neoadjuvante) é preferível à pós-operatória. Ela melhora o controle local da doença, reduz o risco de recidiva e pode diminuir o tamanho do tumor, facilitando a cirurgia e aumentando as chances de ressecção R0, com menor toxicidade.
O tratamento do adenocarcinoma do reto extraperitoneal, especialmente para tumores localmente avançados ou de reto médio e baixo, é complexo e multidisciplinar. A abordagem neoadjuvante, que envolve terapia antes da cirurgia, tornou-se o padrão ouro devido aos seus benefícios comprovados. A radioterapia pré-operatória, muitas vezes combinada com quimioterapia (quimiorradioterapia neoadjuvante), é um componente chave dessa estratégia. A superioridade da irradiação pré-operatória em comparação com a pós-operatória reside em vários fatores. A radioterapia neoadjuvante permite a redução do volume tumoral, o que pode facilitar uma ressecção cirúrgica mais completa (R0), especialmente em tumores volumosos ou próximos às margens. Além disso, ela diminui significativamente o risco de recidiva local e pode reduzir a toxicidade aguda e crônica, uma vez que o campo de irradiação é menor e a vascularização do tecido é menos comprometida do que no pós-operatório. Embora a quimiorradioterapia possa levar a respostas completas em alguns pacientes, a cirurgia (geralmente ressecção mesorretal total) ainda é o pilar do tratamento curativo para a maioria dos adenocarcinomas de reto. A decisão sobre a sequência e o tipo de tratamento deve ser individualizada, baseada no estadiamento do tumor, localização e condições clínicas do paciente, sempre visando o melhor controle oncológico e a preservação da qualidade de vida.
A radioterapia pré-operatória (neoadjuvante) é preferível porque melhora o controle local da doença, reduz o tamanho do tumor, facilita a cirurgia e diminui as taxas de recidiva local e toxicidade.
A quimioterapia é frequentemente combinada com a radioterapia na neoadjuvância para potencializar o efeito antitumoral e tratar micrometástases, melhorando o prognóstico.
Em alguns casos selecionados de resposta completa patológica após quimio-radioterapia neoadjuvante, a abordagem "watch and wait" pode ser considerada, mas a cirurgia ainda é o padrão ouro para a maioria.
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