Exames Radiológicos Iniciais no Politrauma: Protocolo ATLS

UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de vinte e cinco anos de idade, vítima de acidente automobilístico com capotamento ocorrido havia 8 horas, foi levado ao pronto-socorro, onde deu entrada consciente, orientado, imobilizado em prancha rígida, com colar cervical. O paciente apresentava sinais vitais normais, quadro de dor em região cervical, abdominal e lacerações em membros superiores e inferiores. Com relação a esse caso clínico e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir. Os exames radiológicos indicados para pacientes vítimas de politrauma são raios X de coluna cervical, tórax e pelve.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Série de trauma clássica (ATLS) = RX Tórax (AP) + RX Pelve (AP) + RX Coluna Cervical (Perfil).

Resumo-Chave

No atendimento inicial ao politraumatizado, exames radiológicos de triagem buscam identificar lesões com risco imediato de vida, como pneumotórax hipertensivo ou fraturas pélvicas instáveis.

Contexto Educacional

O manejo do politraumatizado segue a sistematização do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Durante a avaliação primária, após estabilização das vias aéreas e ventilação, os exames de imagem adjuntos desempenham papel crítico. O raio-X de tórax permite diagnosticar lesões pleuropulmonares graves, enquanto o de pelve avalia fontes de sangramento oculto. Embora a tomografia de corpo inteiro (pan-TC) tenha ganhado espaço em pacientes estáveis, a radiografia convencional permanece como ferramenta fundamental na sala de reanimação para triagem rápida e direcionamento de intervenções imediatas, como drenagem de tórax ou estabilização pélvica.

Perguntas Frequentes

Quais exames compõem a série radiográfica do trauma?

Tradicionalmente, a série de trauma inclui o raio-X de tórax em incidência anteroposterior (AP), o raio-X de pelve em AP e o raio-X de coluna cervical em perfil. Esses exames são realizados durante a avaliação primária (adjuntos ao 'B' e 'C' do ABCDE) para identificar rapidamente condições letais, como hemotórax, pneumotórax ou fraturas pélvicas com grande potencial de sangramento. Em centros com disponibilidade de eFAST, este pode substituir ou complementar a avaliação inicial.

Quando o raio-X de coluna cervical pode ser dispensado?

O raio-X de coluna cervical pode ser dispensado em pacientes conscientes, orientados, sem dor cervical à palpação, sem déficit neurológico e sem lesões distrativas (critérios NEXUS ou Canadian C-Spine Rule). No entanto, em pacientes com mecanismo de trauma significativo (como capotamento) e dor cervical, a imobilização e a avaliação radiológica (ou tomográfica, se disponível e indicada) são obrigatórias para excluir fraturas ou luxações instáveis.

Qual a importância do raio-X de pelve no trauma?

O raio-X de pelve é crucial para identificar fraturas do anel pélvico que podem causar hemorragia retroperitoneal maciça, uma das principais causas de choque hipovolêmico evitável no trauma. Se uma fratura instável for identificada em um paciente hipotenso, medidas imediatas como o fechamento da pelve com lençol ou cinta pélvica devem ser tomadas antes mesmo de exames de imagem mais complexos como a tomografia computadorizada.

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