Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Uma mulher de 57 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e DM2 mal controlado, em uso de altas doses de insulina, iniciou quadro de dor lombar intensa à esquerda, irradiada para membro inferior esquerdo evoluindo ao longo de 7 semanas com fraqueza e atrofia de quadríceps assimétrica, além de perda de peso de 12 kg. Negava alterações esfincterianas e, ao exame físico, apresentava hiporreflexia em membros inferiores. Diante desse quadro, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
DM mal controlado + dor lombar/membro inferior + fraqueza/atrofia assimétrica + perda de peso → Radiculoplexopatia Diabética.
A radiculoplexopatia diabética, também conhecida como amiotrofia diabética ou neuropatia proximal diabética, é uma complicação rara e grave do diabetes mellitus, caracterizada por dor e fraqueza assimétricas, geralmente em membros inferiores, associada a perda de peso e diabetes mal controlado. É crucial diferenciá-la de outras neuropatias diabéticas.
A radiculoplexopatia diabética, também conhecida como amiotrofia diabética ou neuropatia proximal diabética, é uma forma rara e grave de neuropatia diabética que afeta principalmente pacientes com diabetes mellitus de longa data e mal controlado. Diferente da polineuropatia distal simétrica, que é a forma mais comum, a radiculoplexopatia é caracterizada por um início agudo ou subagudo de dor intensa e fraqueza muscular assimétrica, geralmente nos membros inferiores. A fisiopatologia é complexa, envolvendo isquemia microvascular e inflamação dos nervos periféricos e raízes nervosas. Os sintomas típicos incluem dor lombar ou na coxa, fraqueza e atrofia do quadríceps e outros músculos proximais da perna, perda de peso significativa e hiporreflexia. A condição pode ser debilitante e impactar severamente a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é clínico, apoiado por eletroneuromiografia que demonstra denervação e reinervação nos músculos afetados. O manejo da radiculoplexopatia diabética envolve o controle glicêmico rigoroso como pedra angular do tratamento, o que pode ajudar a estabilizar a progressão da doença. O alívio da dor é crucial e pode ser alcançado com analgésicos, incluindo antidepressivos tricíclicos ou gabapentinoides. A fisioterapia é essencial para a reabilitação e recuperação da força muscular. O prognóstico é variável, com recuperação lenta e incompleta em alguns casos, mas a maioria dos pacientes apresenta melhora gradual ao longo de meses a anos.
Os sintomas incluem dor intensa e súbita na região lombar, quadril ou coxa, fraqueza muscular assimétrica (especialmente do quadríceps), atrofia muscular e perda de peso significativa. Geralmente ocorre em pacientes com diabetes mellitus mal controlado.
A polineuropatia diabética distal simétrica afeta principalmente as extremidades distais de forma simétrica, com sintomas sensitivos (parestesias, dormência). A radiculoplexopatia é assimétrica, com dor proximal intensa e fraqueza motora proeminente, e frequentemente associada a perda de peso.
O tratamento foca no controle rigoroso da glicemia, que é fundamental para estabilizar a condição. Além disso, são utilizados analgésicos para controle da dor, fisioterapia para reabilitação e, em alguns casos, imunomoduladores como corticosteroides, embora a evidência seja limitada.
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