CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
A radiação do laser Neodymium yag (1064 nm) é composta de ondas:
Nd:YAG (1064 nm) = Infravermelho (frequência < luz visível vermelha).
O laser Neodymium:YAG opera em 1064 nm, situando-se no espectro infravermelho próximo. Por ter um comprimento de onda maior que a luz visível, sua frequência é menor que a do espectro vermelho.
O laser de Neodímio:YAG (Nd:YAG) é uma ferramenta indispensável na oftalmologia moderna, operando em regime de pulso curto (Q-switched). Sua posição no espectro infravermelho (1064 nm) define suas propriedades de interação com a matéria. Diferente dos lasers térmicos (como o de Argônio), que dependem da absorção por cromóforos como melanina ou hemoglobina, o Nd:YAG utiliza a energia ionizante para criar micro-explosões plasmáticas. Essa característica permite realizar procedimentos intraoculares de forma não invasiva. As aplicações mais comuns incluem a capsulotomia posterior para tratar a opacificação capsular pós-cirurgia de catarata e a iridotomia periférica no manejo do glaucoma de ângulo fechado. Compreender a física por trás do laser, incluindo a relação inversa entre comprimento de onda e frequência, é essencial para a segurança do procedimento e proteção das estruturas oculares adjacentes.
O comprimento de onda de 1064 nanômetros coloca o laser Nd:YAG na região do infravermelho próximo do espectro eletromagnético. Como o comprimento de onda (λ) é inversamente proporcional à frequência (f) e à energia do fóton, um laser de 1064 nm tem uma frequência menor e fótons menos energéticos individualmente do que a luz visível (que vai de aproximadamente 400 nm a 700 nm). No entanto, sua eficácia clínica vem da alta potência de pico alcançada em pulsos ultracurtos.
O Nd:YAG atua através de um processo chamado fotodisrupção ou quebra óptica. Ao focar o feixe em um ponto extremamente pequeno, a densidade de energia torna-se tão alta que os elétrons são arrancados dos átomos, criando um estado de matéria chamado plasma. A rápida expansão desse plasma gera uma onda de choque mecânica que 'corta' o tecido (como a cápsula posterior do cristalino), independente da absorção de pigmentos. Por isso, ele é eficaz em tecidos transparentes.
A radiação de 1064 nm está fora do alcance de detecção dos fotorreceptores humanos, sendo, portanto, invisível. Para permitir que o oftalmologista foque o laser com precisão na estrutura alvo (como na capsulotomia ou iridotomia), os aparelhos incorporam um 'feixe de mira' secundário de baixa potência, geralmente um laser de Hélio-Neônio (HeNe) ou um diodo vermelho, que é visível e coaxial ao feixe invisível do Nd:YAG.
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