Racismo Institucional: Impacto na Saúde da População Negra

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra: uma política para o SUS, expõe dados alarmantes relacionado à população negra no Brasil. Em 2014, a distribuição racial da riqueza mostrou que dos 10% mais pobres, 76% eram pretos ou pardos; em 2015, a pesquisa registrou que os trabalhadores de cor preta ou parda ganhavam, em média, pouco mais da metade (59,2%) do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. Já outra pesquisa realizada em 2013 mostrou que 60% das mulheres brasileiras, de 50 a 69 anos de idade, realizaram exame de mamografia nos últimos dois anos anteriores à pesquisa. Esse cuidado com a saúde foi mais observado entre as mulheres brancas (66,2%) e com ensino superior completo (80,9%). As menores proporções foram observadas entre as mulheres pretas (54,2%), pardas (52,9%) e sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (50,9%). Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos para 2013 mostram que as mães indígenas, pardas e pretas são mais jovens em comparação com as brancas. Assinale a alternativa que melhor explica este fenômeno relacionados à população negra.

Alternativas

  1. A) A falta do reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde.
  2. B) A falta de infraestrutura da saúde para atender a população negra e quilombola já que estas se concentram como as camadas mais pobres da população e com maiores números de pessoas SUS dependentes.
  3. C) A concentração do ensino superior no Brasil na população de raça branca associado aos preconceitos raciais muito presentes.
  4. D) As políticas públicas voltadas às populações de minoria estão em descompasso com a organização do sistema de saúde.

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