PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Após identificar uma disparidade nos indicadores de saúde da população em seu município, com piores resultados na população negra (alta prevalência de hipertensão e diabetes, baixa adesão ao pré natal), a gestora Ana promove uma reunião com as equipes de Saúde da Família (eSF) para discutir as causas e construir um plano de ação. Durante a conversa, ela ouve os seguintes relatos dos profissionais: Relato 1: "O problema é que essa população não se cuida, falta adesão por uma questão cultural deles. A gente orienta, mas eles não seguem." Relato 2: "Não temos como dar atenção especial a um grupo. No SUS, o tratamento tem que ser igual para todos. Se começarmos a focar na população negra, estaremos sendo preconceituosos com os outros." Relato 3: "Nós preenchemos o quesito raça/cor na ficha de atendimento porque é obrigatório, mas nunca tivemos treinamento sobre a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) ou sobre como o racismo impacta a saúde. Sinceramente, não sabemos o que fazer com essa informação." Considerando os relatos dos profissionais e os princípios do SUS, a análise de Ana deve concluir que os obstáculos para a melhoria dos indicadores de saúde da população negra estão primordialmente relacionados a:
Racismo estrutural → iniquidades em saúde = exige PNSIPN e preparo institucional para equidade.
Iniquidades em saúde, como as observadas na população negra, são reflexo do racismo estrutural, que se manifesta na culpabilização da vítima, na falsa neutralidade do cuidado e na falta de preparo institucional; a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) visa combater essas disparidades.
A questão aborda um tema crucial na saúde pública brasileira: as iniquidades em saúde decorrentes do racismo estrutural. É fundamental que profissionais de saúde compreendam que as disparidades nos indicadores de saúde da população negra não são resultado de falhas individuais ou culturais intrínsecas, mas sim de um sistema que historicamente marginaliza e desfavorece esses grupos. O racismo estrutural se manifesta na reprodução de estereótipos, na falsa neutralidade do cuidado e na falta de preparo institucional para lidar com as especificidades e necessidades dessa população. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é uma ferramenta essencial para combater essas iniquidades, promovendo a equidade e garantindo o acesso e a qualidade dos serviços de saúde para todos. A implementação efetiva da PNSIPN exige capacitação dos profissionais, reconhecimento do impacto do racismo na saúde e a construção de planos de ação que considerem as particularidades da população negra, alinhando-se aos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade.
É a manifestação de normas, políticas e práticas institucionais que perpetuam a subordinação de grupos raciais, resultando em iniquidades em saúde.
A PNSIPN busca promover a equidade em saúde para a população negra, combatendo o racismo e suas consequências por meio de ações específicas e intersetoriais.
A equidade no SUS significa tratar os desiguais de forma desigual para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades de saúde, complementando a universalidade que garante acesso a todos.
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