Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Qual a principal medida teraupêutica a ser utilizada em um paciente com rabdomiólise?
Rabdomiólise → Reposição volêmica precoce = Prevenção de IRA.
A principal medida na rabdomiólise é a reposição volêmica vigorosa e precoce com cristaloides, visando manter um débito urinário adequado e promover a excreção da mioglobina, prevenindo a lesão renal aguda.
A rabdomiólise é uma síndrome caracterizada pela lesão muscular esquelética, resultando na liberação de componentes intracelulares, como mioglobina, potássio e creatinofosfoquinase (CPK), na circulação. É uma condição potencialmente grave, com a principal complicação sendo a lesão renal aguda (LRA) devido à nefrotoxicidade da mioglobina. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia da LRA na rabdomiólise envolve a precipitação da mioglobina nos túbulos renais, especialmente em ambientes ácidos e de baixa volemia, levando à obstrução tubular e dano direto às células tubulares. O diagnóstico é feito pela história clínica, sintomas musculares e elevação da CPK (geralmente > 5x o limite superior da normalidade). A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma, uso de certas drogas, exercício extenuante ou imobilização prolongada. O tratamento primordial da rabdomiólise é a reposição volêmica agressiva com soluções cristaloides (geralmente soro fisiológico 0,9%). O objetivo é manter um débito urinário > 200-300 mL/hora para promover a excreção da mioglobina e prevenir sua precipitação nos túbulos renais. Outras medidas, como alcalinização urinária com bicarbonato, podem ser consideradas, mas a hidratação é a pedra angular da terapia.
A rabdomiólise se manifesta com dor muscular, fraqueza e urina escura (cor de chá ou Coca-Cola) devido à mioglobinúria. Pode haver elevação significativa da CPK.
A reposição volêmica dilui a mioglobina nos túbulos renais, reduzindo sua toxicidade e prevenindo a formação de cilindros que obstruem os néfrons, protegendo contra a lesão renal aguda.
A hemodiálise não é o tratamento inicial da rabdomiólise, mas pode ser necessária se houver desenvolvimento de insuficiência renal aguda grave com complicações como hipercalemia refratária, acidose metabólica ou sobrecarga hídrica.
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