Rabdomiólise e IRA na Reperfusão Arterial Aguda

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente, 50 anos de idade, sexo masculino é internado devido quadro de oclusão arterial aguda em membro superior direito, queixando-se de muita dor neste membro e de ausência de pulso radial, ulnar e braquial direito. Foi submetido a embolectomia com intervalo de tempo entre o início dos sintomas relacionados ao quadro oclusivo e o procedimento de 24 horas. Paciente evoluiu com injúria renal aguda, hipercalemia e acidose metabólica, sendo necessário início de terapia renal substitutiva. Neste caso clínico, a provável etiologia da injúria renal aguda e o seu exame comprovatório são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Sepse; procalcitonina.
  2. B) Hipovolemia; ultrassom de veia cava.
  3. C) Rabdomiólise; creatinofosfoquinase.
  4. D) Vasculite; ultrassom doppler de membro superior.

Pérola Clínica

Isquemia prolongada + Reperfusão → Mioglobinúria → IRA (CPK ↑↑↑).

Resumo-Chave

A reperfusão de um membro isquêmico por longo período libera mioglobina e potássio na circulação, causando rabdomiólise e injúria renal aguda por toxicidade tubular direta.

Contexto Educacional

A síndrome de reperfusão é uma complicação sistêmica grave após o restabelecimento do fluxo sanguíneo em tecidos previamente isquêmicos. A mionecrose libera componentes intracelulares como potássio, fosfato, lactato e mioglobina. A tríade clássica da rabdomiólise inclui mialgia, fraqueza e urina escura (cor de chá/cola), embora nem sempre esteja completa. O manejo da Injúria Renal Aguda (IRA) nesses casos pode exigir hemodiálise precoce devido à hipercalemia refratária e acidose grave.

Perguntas Frequentes

Por que a reperfusão causa lesão renal?

A reperfusão de tecidos isquêmicos libera mioglobina, que é filtrada pelos glomérulos. Em ambiente ácido (acidose metabólica comum no choque/isquemia), a mioglobina precipita nos túbulos renais, formando cilindros pigmentados e causando toxicidade tubular direta e estresse oxidativo.

Qual o marcador laboratorial mais sensível para rabdomiólise?

A Creatinofosfoquinase (CPK) é o marcador mais sensível. Níveis acima de 5.000 U/L estão fortemente associados a um risco aumentado de injúria renal aguda.

Como prevenir a IRA na síndrome de reperfusão?

A prevenção foca na expansão volêmica agressiva para manter o fluxo urinário alto, alcalinização da urina (para evitar a precipitação da mioglobina) e tratamento precoce da hipercalemia.

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