HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
A quimioterapia sistémica paliativa do Carcinoma Hepatocelular no Adulto pode resultar em benefício clinico:
Quimioterapia paliativa HCC → benefício limitado, mas toxicidade hematológica (neutropenia, trombocitopenia) comum.
A quimioterapia sistêmica paliativa para Carcinoma Hepatocelular avançado, embora possa oferecer algum benefício clínico, é frequentemente associada a efeitos adversos significativos. A mielossupressão, manifestada como neutropenia e trombocitopenia, é uma toxicidade comum que requer monitoramento e manejo.
O Carcinoma Hepatocelular (HCC) é uma neoplasia maligna primária do fígado, frequentemente associada a doenças hepáticas crônicas como cirrose. Em estágios avançados, quando a ressecção cirúrgica ou terapias locorregionais não são mais viáveis, a quimioterapia sistêmica paliativa torna-se uma opção para controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. Historicamente, as opções eram limitadas, mas avanços recentes trouxeram novas terapias alvo e imunoterapias. Os agentes sistêmicos mais utilizados incluem inibidores de tirosina quinase como Sorafenibe e Lenvatinibe, que atuam em múltiplas vias de sinalização envolvidas na angiogênese e proliferação tumoral. Embora esses tratamentos possam prolongar a sobrevida em alguns meses e oferecer benefício clínico, eles não são isentos de efeitos adversos. A toxicidade é uma preocupação significativa, e os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados. Entre os efeitos adversos mais comuns da quimioterapia sistêmica para HCC, destacam-se as toxicidades hematológicas, como neutropenia (diminuição dos neutrófilos) e trombocitopenia (diminuição das plaquetas). Essas condições aumentam o risco de infecções e sangramentos, respectivamente, e podem exigir interrupção ou ajuste de dose do tratamento. O manejo adequado dessas toxicidades é fundamental para garantir a segurança do paciente e a continuidade da terapia paliativa.
Para o Carcinoma Hepatocelular avançado, os principais agentes sistêmicos incluem inibidores de tirosina quinase como Sorafenibe e Lenvatinibe, e mais recentemente imunoterapias combinadas, que são consideradas terapias alvo e não quimioterapia citotóxica clássica.
As toxicidades mais comuns incluem fadiga, diarreia, síndrome mão-pé, hipertensão e, notavelmente, toxicidades hematológicas como neutropenia e trombocitopenia, que podem exigir ajuste de dose ou interrupção do tratamento.
Embora a quimioterapia paliativa possa oferecer um benefício clínico e um aumento modesto na sobrevida em pacientes selecionados com HCC avançado, geralmente não resulta em aumentos de sobrevida de 2 a 3 anos, como sugerido em algumas alternativas. O objetivo principal é o controle da doença e melhora da qualidade de vida.
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