UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Mulher, 50 anos, procedente de Icoaraci, com nódulo de 5.2 cm em quadrante súpero-lateral de mama esquerda e gânglios axilares palpáveis em axila esquerda. Mamografia com BI-RADS 4. Core biopsy, com resultado diagnóstico de carcinoma ductal invasivo, grau II. Diante do quadro exposto qual a melhor conduta a ser adotada é
Câncer de mama localmente avançado (T3 ou N+) → quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia.
Em casos de câncer de mama com tumor grande (T3, >5cm) ou linfonodos axilares clinicamente positivos (N+), a quimioterapia neoadjuvante é a conduta inicial preferencial. Ela visa reduzir o tamanho do tumor, permitir cirurgia conservadora e avaliar a resposta patológica.
O carcinoma ductal invasivo de mama é o tipo mais comum de câncer de mama. O estadiamento é crucial para definir a conduta. Neste caso, a paciente apresenta um nódulo grande (5.2 cm, T3) e gânglios axilares palpáveis (N+), o que configura um câncer de mama localmente avançado. Nesses casos, a quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) é a abordagem padrão. Seus objetivos são reduzir o tamanho do tumor primário e dos linfonodos, aumentando a chance de cirurgia conservadora da mama e de negativar os linfonodos. Além disso, permite avaliar a resposta patológica do tumor à quimioterapia, que é um forte preditor de prognóstico. Após a quimioterapia neoadjuvante, a cirurgia (quadrantectomia com esvaziamento axilar ou pesquisa de linfonodo sentinela, dependendo da resposta axilar) é realizada. A radioterapia é indicada após cirurgia conservadora e, em alguns casos, após mastectomia com fatores de risco. A terapia hormonal (inibidores de aromatase para pós-menopausa com receptores hormonais positivos, ou tamoxifeno para pré/pós-menopausa) é um componente essencial do tratamento adjuvante para tumores hormônio-sensíveis.
A quimioterapia neoadjuvante é indicada para câncer de mama localmente avançado (tumores grandes, linfonodos axilares positivos), câncer inflamatório, ou subtipos agressivos (HER2-positivo, triplo-negativo) para reduzir o tumor antes da cirurgia e avaliar a resposta.
Os objetivos são reduzir o tamanho do tumor para permitir uma cirurgia menos invasiva (como quadrantectomia em vez de mastectomia), erradicar micrometástases, e avaliar a sensibilidade do tumor à quimioterapia, o que tem valor prognóstico.
A terapia hormonal (como inibidores de aromatase ou tamoxifeno) é utilizada em pacientes com tumores que expressam receptores hormonais (estrogênio e/ou progesterona positivos) para bloquear o estímulo hormonal ao crescimento tumoral, reduzindo o risco de recorrência.
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