BCG e Tuberculose em RN: Conduta com Bacilífero

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Quanto à aplicação de BCG para um Recém-Nascido (RN) que coabita numa mesma residência com paciente bacilífero para tuberculose, qual seria a conduta CORRETA?

Alternativas

  1. A) Fazer BCG ao nascer para prevenir tuberculose no RN.
  2. B) Iniciar Quimioprofilaxia Primária (QP) com isoniazida por 3 meses e depois fazer BCG. 
  3. C) Iniciar QP com isoniazida e, após 3 meses, fazer Prova Tuberculínica (PT). Se a PT for acima ou igual a 5 mm, manter a QP por mais 3 meses a 6 meses e não vacinar com BCG. 
  4. D) Iniciar QP e, se após 3 meses de QP, a prova tuberculínica for menor que 5 mm, não fazer BCG porque o RN está protegido de tuberculose para toda vida.
  5. E) Não fazer BCG e avaliar a evolução. Caso haja alguma sintomatologia, iniciar QP.

Pérola Clínica

RN coabitante com bacilífero → Isoniazida por 3 meses, depois PT. Se PT ≥ 5mm, manter Isoniazida 3-6m e NÃO BCG.

Resumo-Chave

Em RNs coabitantes com bacilíferos, a quimioprofilaxia primária com isoniazida é iniciada para prevenir a infecção. A Prova Tuberculínica (PT) após 3 meses guia a continuidade do tratamento e a decisão sobre a vacinação com BCG, que é contraindicada se houver infecção.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) em recém-nascidos e crianças é uma preocupação significativa de saúde pública, especialmente em contextos de contato domiciliar com pacientes bacilíferos. A exposição a um adulto com TB pulmonar bacilífera representa um alto risco de infecção para o RN, que possui um sistema imunológico imaturo e maior suscetibilidade a formas graves da doença, como a TB miliar e a meningite tuberculosa. A vacina BCG, embora eficaz na prevenção de formas graves, não impede a infecção inicial e é contraindicada em indivíduos já infectados. A conduta para RNs coabitantes com bacilíferos é complexa e visa prevenir a infecção e a doença. Inicia-se com a quimioprofilaxia primária (QP) com isoniazida por três meses, que tem como objetivo evitar a infecção. Após esse período, realiza-se a Prova Tuberculínica (PT) para avaliar se houve infecção. Se a PT for igual ou superior a 5 mm, isso indica infecção, e a isoniazida deve ser mantida por um total de seis meses, sem a administração da vacina BCG. Se a PT for menor que 5 mm, a isoniazida pode ser suspensa e a BCG administrada, pois o RN não foi infectado. Essa abordagem escalonada é crucial para proteger o RN de forma eficaz, minimizando os riscos e garantindo a intervenção mais apropriada. Residentes devem dominar esse protocolo para o manejo adequado de casos de contato de TB em pediatria, garantindo a saúde e o bem-estar dos recém-nascidos expostos.

Perguntas Frequentes

Por que a BCG não é feita imediatamente em RNs coabitantes com bacilíferos?

A BCG é uma vacina de bacilo vivo atenuado e não deve ser administrada a indivíduos já infectados pelo Mycobacterium tuberculosis, pois pode causar reações adversas e não conferir proteção adicional. A profilaxia é prioritária.

Qual o papel da isoniazida na quimioprofilaxia primária para RNs?

A isoniazida é utilizada para prevenir a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis em RNs expostos a um bacilífero, reduzindo o risco de desenvolver tuberculose ativa, especialmente as formas graves como a meningite tuberculosa.

O que significa uma Prova Tuberculínica (PT) ≥ 5 mm após 3 meses de isoniazida?

Uma PT ≥ 5 mm nesse contexto indica que o RN provavelmente foi infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mesmo sob quimioprofilaxia. Nesses casos, a isoniazida deve ser mantida por um período mais longo (total de 6 meses) e a BCG não deve ser administrada.

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