HCanMT - Hospital de Câncer de Mato Grosso — Prova 2015
Durante a consulta de um lactente, sexo feminino, com diagnóstico de refluxo vesico- ureteral e infecção urinária de repetição, o pediatra observa que não está sendo realizada quimioprofilaxia após o tratamento da infecção aguda. Marque a melhor conduta a ser iniciada confirmada por antibiograma:
RVU + ITU repetição → Cefalexina é boa escolha para quimioprofilaxia em lactentes.
Em lactentes com refluxo vesicoureteral e infecção urinária de repetição, a quimioprofilaxia é fundamental. A cefalexina é uma excelente escolha devido ao seu perfil de segurança, eficácia e baixa incidência de resistência para uso prolongado em crianças, sendo preferível a quinolonas ou aminoglicosídeos para profilaxia.
O refluxo vesicoureteral (RVU) é uma condição comum em crianças, caracterizada pelo fluxo retrógrado de urina da bexiga para os ureteres e, por vezes, para os rins. É um fator de risco significativo para infecções do trato urinário (ITU) de repetição, especialmente pielonefrite, que pode levar a danos renais permanentes, como cicatrizes e insuficiência renal. A quimioprofilaxia antibiótica é uma estratégia fundamental para prevenir esses episódios de infecção. Em lactentes com RVU e ITU de repetição, a quimioprofilaxia é iniciada após o tratamento da infecção aguda e visa manter a urina estéril. A escolha do antibiótico deve considerar a segurança para uso prolongado em crianças, o espectro de ação contra os patógenos mais comuns (principalmente E. coli) e o perfil de resistência local. A cefalexina é uma cefalosporina de primeira geração que atende a esses critérios, sendo bem tolerada e eficaz em doses baixas diárias. Outras opções incluem sulfametoxazol-trimetoprim e nitrofurantoína, mas cada uma possui suas particularidades e contraindicações (ex: nitrofurantoína não recomendada para menores de 1 mês). Antibióticos como ciprofloxacino e amicacina, embora potentes, são geralmente reservados para tratamento de infecções agudas graves ou em casos de resistência, devido aos seus potenciais efeitos adversos e ao risco de induzir resistência em longo prazo, não sendo ideais para profilaxia contínua em lactentes.
A quimioprofilaxia é crucial para prevenir novos episódios de infecção urinária, especialmente a pielonefrite, que pode levar a cicatrizes renais e, a longo prazo, a hipertensão arterial e doença renal crônica. O RVU facilita o ascenso bacteriano, aumentando o risco de infecções.
Os antibióticos mais comumente usados para quimioprofilaxia em RVU incluem cefalexina, sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP) e nitrofurantoína. A escolha depende da idade da criança, do perfil de sensibilidade local e de possíveis contraindicações.
Ciprofloxacino (uma quinolona) e amicacina (um aminoglicosídeo) não são as melhores opções para profilaxia de longo prazo em lactentes devido a potenciais efeitos adversos (artropatia com quinolonas, nefrotoxicidade/ototoxicidade com aminoglicosídeos) e ao risco de seleção de resistência bacteriana para infecções mais graves.
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