Quimioprofilaxia Tuberculose Infantil: PPD e BCG

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Menina, três meses, foi trazida pela mãe ao ambulatório de puericultura para consulta de seguimento, após ter sido realizada a quimioprofilaxia primária para tuberculose. Exame físico: bom estado geral; assintomática; relação peso/idade, com escore = +1. Solicitou-se prova tuberculínica com resultado de 2mm. A conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) suspender quimioprofilaxia e fazer a vacina BCG
  2. B) solicitar exame de radiografia do tórax
  3. C) manter a quimioprofilaxia com isoniazida por mais 3 meses
  4. D) manter a quimioprofilaxia com rifampicina por mais 3 meses

Pérola Clínica

Criança < 5 anos em quimioprofilaxia primária para TB + PPD < 5mm → Suspender isoniazida e vacinar BCG.

Resumo-Chave

A quimioprofilaxia primária é indicada para contatos de TB bacilífera que não foram vacinados com BCG e têm PPD não reator. Um PPD de 2mm é considerado não reator. Se a criança não está infectada (PPD negativo) e não tem BCG, a conduta é suspender a profilaxia e vacinar.

Contexto Educacional

A quimioprofilaxia primária para tuberculose em crianças é uma estratégia fundamental para prevenir a doença em grupos de alto risco. Ela é recomendada para crianças menores de 5 anos que são contatos intradomiciliares de casos de tuberculose pulmonar bacilífera e que não foram vacinadas com BCG. O objetivo é evitar que a infecção se estabeleça ou progrida para doença ativa. A isoniazida é o fármaco de escolha para essa profilaxia. A Prova Tuberculínica (PPD) é um exame crucial para avaliar a infecção latente por tuberculose. Em crianças não vacinadas com BCG, um PPD com enduração menor que 5mm é considerado não reator, indicando que a criança provavelmente não está infectada pelo *Mycobacterium tuberculosis*. Um resultado de 2mm, como no caso, se enquadra nessa categoria. Diante de uma criança de 3 meses em quimioprofilaxia primária, assintomática, com bom estado geral e um PPD não reator (< 5mm) e sem história de BCG, a conduta mais adequada é suspender a quimioprofilaxia com isoniazida, pois não há evidência de infecção, e proceder à vacinação com BCG. A vacina BCG confere proteção contra as formas graves da tuberculose na infância e é indicada para crianças que não tiveram contato com a doença e não foram previamente vacinadas.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a quimioprofilaxia primária para tuberculose em crianças?

É indicada para crianças menores de 5 anos, contatos intradomiciliares de casos de tuberculose pulmonar bacilífera, que não foram vacinadas com BCG e cujo PPD é não reator, visando prevenir a doença.

Como interpretar o resultado do PPD em crianças não vacinadas com BCG?

Em crianças não vacinadas com BCG, um PPD com enduração < 5mm é considerado não reator, indicando ausência de infecção. Um PPD ≥ 5mm é considerado reator e indica infecção pelo *Mycobacterium tuberculosis*.

Qual a conduta para uma criança em quimioprofilaxia com PPD não reator e sem BCG?

Se o PPD é não reator (< 5mm) e a criança não tem BCG, a quimioprofilaxia pode ser suspensa e a vacina BCG deve ser aplicada, pois não há evidência de infecção e a vacina oferece proteção.

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