HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Recém-nascido filho de pai bacilífero, coabitará com avô, tambémbacilífero, e em tratamento há uma semana com esquema básico para tuberculose. Baseado no Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (atualização em 2020), a orientação adequada para o recém-nascido é:
RN de bacilífero coabitante → Não vacinar BCG, iniciar quimioprofilaxia primária e PPD após 3 meses.
Recém-nascidos expostos a contatos bacilíferos (especialmente em tratamento recente) têm alto risco de desenvolver tuberculose. A quimioprofilaxia primária é essencial para prevenir a doença, e a vacina BCG é contraindicada nesse cenário até que a infecção latente seja descartada.
A tuberculose em recém-nascidos e crianças pequenas é uma forma grave da doença, com alta morbimortalidade, especialmente em contextos de exposição domiciliar a adultos bacilíferos. A prevenção é a chave, e o manejo adequado desses contatos é fundamental para a saúde pública, conforme as diretrizes nacionais. De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (atualização 2020), recém-nascidos que coabitam com casos de tuberculose pulmonar bacilífera (especialmente se o tratamento do adulto for recente ou inadequado) não devem receber a vacina BCG inicialmente. Em vez disso, deve-se iniciar a quimioprofilaxia primária com isoniazida, visando prevenir a infecção e o desenvolvimento da doença. O teste tuberculínico (PPD) deve ser realizado após três meses de vida. Se o PPD for negativo, a quimioprofilaxia pode ser suspensa e a vacina BCG aplicada. Se o PPD for positivo, deve-se investigar a doença ativa e, se descartada, manter a quimioprofilaxia por um período mais longo, geralmente por 6 meses.
A conduta inicial para um RN exposto a um bacilífero é não vacinar com BCG, iniciar quimioprofilaxia primária com isoniazida e realizar o PPD após três meses de vida para reavaliar a conduta.
A BCG é contraindicada porque o RN pode já estar infectado. A vacina poderia mascarar a infecção, dificultando o diagnóstico, ou causar reações adversas em um indivíduo já sensibilizado.
O PPD deve ser realizado após três meses de vida, pois antes desse período a resposta imune pode ser imatura, resultando em falsos negativos. Se negativo, a quimioprofilaxia pode ser suspensa e a BCG aplicada.
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