SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Adriele, de 19 anos, vem para atendimento em seu horário de demanda espontânea. Muito abalada e chorosa, ela refere ter sofrido violência sexual por parte do ex-companheiro, de quem se separou durante gestação. Refere que o episódio aconteceu há um dia e não foi usada camisinha. É puérpera, com lactente de 60 dias de vida. Sua caderneta de acompanhamento mostra estado vacinal completo e atualizado, além de sorologias para ISTs negativas. Está em uso de suplementação de ferro e com anticoncepcional com progestágeno isolado. Assinale a alternativa correta em relação à quimioprofilaxia de ISTs não-virais no caso.
Violência sexual → Profilaxia ISTs (gonorreia, clamídia, sífilis) e HIV + Anticoncepção de emergência, mesmo com sorologias prévias negativas.
Em casos de violência sexual, a quimioprofilaxia para ISTs (gonorreia, clamídia, sífilis) e HIV, além da anticoncepção de emergência, é fundamental. As sorologias prévias negativas da vítima não excluem a necessidade de profilaxia, pois o agressor pode ter ISTs desconhecidas ou recém-adquiridas.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. A quimioprofilaxia de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e HIV, juntamente com a anticoncepção de emergência, são pilares fundamentais para minimizar os danos à saúde física e mental da vítima. A prevalência de ISTs na população geral e a incerteza sobre o status sorológico do agressor justificam a profilaxia empírica, independentemente do histórico sorológico prévio da vítima. A fisiopatologia da transmissão de ISTs durante a violência sexual envolve o contato de mucosas e fluidos corporais, com risco aumentado devido à ausência de consentimento e, muitas vezes, à falta de uso de preservativos. O diagnóstico precoce e a profilaxia são essenciais para prevenir a infecção e suas sequelas a longo prazo. A suspeita deve ser alta em todas as vítimas de violência sexual, e a avaliação deve incluir a coleta de exames para ISTs e HIV, além da administração da profilaxia. O tratamento profilático para ISTs não-virais geralmente inclui Ceftriaxona para gonorreia, Azitromicina para clamídia e Penicilina benzatina para sífilis. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada em até 72 horas. A anticoncepção de emergência é vital, especialmente para mulheres em idade fértil. O prognóstico é melhor com intervenção precoce e suporte psicossocial contínuo, visando a recuperação integral da vítima.
As principais ISTs a serem profilaticamente tratadas são gonorreia, clamídia e sífilis, com esquemas que incluem Ceftriaxona, Azitromicina e Penicilina benzatina, respectivamente. A profilaxia para HIV também deve ser considerada.
Não, a sorologia negativa prévia da vítima não dispensa a profilaxia. O agressor pode ter ISTs desconhecidas ou recém-adquiridas, e o risco de transmissão é alto, justificando a intervenção profilática.
A anticoncepção de emergência é crucial para prevenir uma gravidez indesejada, que pode agravar o trauma da vítima. Deve ser oferecida o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas, mas pode ser eficaz até 120 horas após o ato.
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