Tuberculose em Neonatos: Manejo de Contato e Quimioprofilaxia

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Menino, 15 dias de vida, é trazido para consulta de puericultura em aleitamento materno exclusivo, assintomático. Antecedente pessoal: uma dose de vacina de hepatite B. Contactante domiciliar iniciou tratamento de tuberculose pulmonar há um dia. Exame físico sem alterações, com ganho ponderal de 30g/dia em relação à alta hospitalar. A CONDUTA É:

Alternativas

  1. A) Prescrever rifampicina oral por 3 meses e, após, indicar teste tuberculínico.
  2. B) Prescrever isoniazida oral por 3 meses e, após, indicar a vacina BCG.
  3. C) Indicar a vacina BCG.
  4. D) Indicar teste tuberculínico.

Pérola Clínica

Neonato com contato domiciliar de TB ativa → Quimioprofilaxia imediata. BCG não é suficiente.

Resumo-Chave

Neonatos em contato com tuberculose pulmonar ativa têm alto risco de desenvolver formas graves da doença. A conduta prioritária é a quimioprofilaxia para prevenir a infecção, seguida de avaliação com teste tuberculínico. A vacina BCG não é a primeira linha de ação nesse cenário de exposição.

Contexto Educacional

A tuberculose em neonatos e lactentes é uma condição grave, frequentemente associada a formas disseminadas e meníngeas, com alta morbimortalidade. A principal via de infecção é o contato domiciliar com um adulto bacilífero. A imaturidade do sistema imunológico da criança pequena a torna particularmente vulnerável. A fisiopatologia envolve a inalação de bacilos de Koch, que podem se disseminar rapidamente devido à resposta imune ineficaz. O diagnóstico de tuberculose latente em crianças é desafiador, e a prevenção é a melhor estratégia. A vacina BCG, embora importante, oferece proteção limitada contra as formas pulmonares e não é suficiente para contatos de alto risco. A conduta para neonatos e lactentes em contato domiciliar com tuberculose ativa é a quimioprofilaxia imediata, geralmente com isoniazida por 3 meses, seguida de reavaliação com TST. Em casos de resistência à isoniazida ou incerteza, a rifampicina pode ser utilizada. O objetivo é evitar a progressão da infecção latente para doença ativa.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da quimioprofilaxia em neonatos expostos à tuberculose?

A quimioprofilaxia é crucial para prevenir o desenvolvimento de formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, que são mais comuns e letais em neonatos e lactentes.

Quando o teste tuberculínico (TST) deve ser realizado em um neonato contato de TB?

O TST deve ser realizado após um período de quimioprofilaxia (geralmente 3 meses), para avaliar se houve infecção latente. Se positivo, a profilaxia é estendida.

A vacina BCG é indicada para neonatos com contato domiciliar de tuberculose?

A vacina BCG é geralmente administrada ao nascimento, mas não é suficiente como única medida protetora para neonatos em contato de alto risco com TB ativa. A quimioprofilaxia tem prioridade.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo