Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Sobre a quimioprofilaxia para prevenção de casos secundários de doença meningocócica, é INCORRETO afirmar que:
Quimioprofilaxia meningocócica → indicada para contatos próximos, independente do status vacinal.
A quimioprofilaxia para doença meningocócica é indicada para contatos próximos de um caso confirmado, independentemente do status vacinal da pessoa. A vacina protege contra a doença, mas não impede a colonização assintomática da nasofaringe, que pode ser transmitida.
A doença meningocócica é uma infecção bacteriana grave que pode levar à meningite e septicemia, com alta morbimortalidade. A prevenção de casos secundários é crucial em surtos ou após a identificação de um caso índice, e a quimioprofilaxia desempenha um papel fundamental nesse cenário. É essencial que os profissionais de saúde compreendam suas indicações e limitações. A quimioprofilaxia é recomendada para contatos próximos de um caso confirmado de doença meningocócica, independentemente do seu status vacinal. Isso ocorre porque a vacina, embora altamente eficaz na prevenção da doença invasiva, não impede totalmente a colonização assintomática da nasofaringe, o que significa que um indivíduo vacinado ainda pode ser portador e transmitir a bactéria. As drogas de escolha incluem rifampicina, ceftriaxona e ciprofloxacino, administradas o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 48 horas após a notificação do caso. É importante ressaltar que a quimioprofilaxia não oferece proteção absoluta, mas reduz significativamente o risco de transmissão e desenvolvimento de casos secundários. A vigilância epidemiológica e a educação dos contatos sobre os sintomas da doença são complementos importantes. A decisão de indicar a profilaxia deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa do risco de exposição e das diretrizes locais de saúde pública.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos de casos confirmados, incluindo moradores da mesma casa, parceiros sexuais, pessoas expostas a secreções respiratórias e profissionais de saúde que realizaram procedimentos invasivos sem proteção adequada.
As drogas de escolha são rifampicina (para adultos e crianças), ceftriaxona (para gestantes e crianças pequenas) e ciprofloxacino (para adultos não gestantes). A escolha depende da idade e outras condições do paciente.
A vacinação protege o indivíduo contra a doença invasiva, mas não impede completamente a colonização assintomática da nasofaringe pelo meningococo. Assim, um indivíduo vacinado pode ser portador e transmitir a bactéria, justificando a profilaxia para seus contatos próximos de alto risco.
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