UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
A quimioprofilaxia para meningite meningocócica
Quimioprofilaxia meningocócica: indicada para contatos íntimos com Rifampicina, Ceftriaxona ou Azitromicina.
A quimioprofilaxia para meningite meningocócica é crucial para prevenir a disseminação da doença. Ela é indicada para contatos íntimos do caso índice, visando erradicar o meningococo da nasofaringe e, assim, reduzir o risco de infecção secundária.
A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma doença grave com alta morbimortalidade. A quimioprofilaxia é uma estratégia fundamental para controlar surtos e prevenir a disseminação secundária da infecção. Ela é indicada para contatos íntimos de um caso confirmado, visando erradicar a colonização bacteriana na nasofaringe e, consequentemente, reduzir o risco de transmissão e desenvolvimento da doença. Os critérios para definir 'contato íntimo' são rigorosos e incluem coabitantes, parceiros sexuais, indivíduos expostos diretamente às secreções respiratórias do paciente (ex: beijo, compartilhamento de talheres) e profissionais de saúde que realizaram procedimentos de alto risco sem proteção adequada. A profilaxia não é indicada para todos os contactantes, apenas para aqueles com risco real de adquirir a bactéria e desenvolver a doença. A escolha do antimicrobiano deve considerar a eficácia, segurança e perfil de resistência local. As opções de medicamentos para quimioprofilaxia incluem rifampicina (administrada por via oral por dois dias), ceftriaxona (administrada por via intramuscular em dose única) e azitromicina (administrada por via oral em dose única). Para gestantes, a ceftriaxona é a opção preferencial devido ao seu perfil de segurança. A rápida administração da quimioprofilaxia, idealmente nas primeiras 24 horas após a identificação do caso índice, é crucial para maximizar sua eficácia na prevenção de novos casos.
Contatos íntimos incluem coabitantes, parceiros sexuais, pessoas expostas a secreções respiratórias (beijo, uso compartilhado de talheres/copos), e profissionais de saúde que realizaram procedimentos invasivos nas vias aéreas sem proteção adequada.
As opções de medicamentos incluem rifampicina (oral, por 2 dias), ceftriaxona (intramuscular, dose única) e azitromicina (oral, dose única). A escolha depende da idade, estado de gravidez e interações medicamentosas.
Sim, a quimioprofilaxia é indicada para gestantes que são contatos íntimos. A ceftriaxona é a droga de escolha para gestantes, pois a rifampicina é contraindicada devido ao risco de teratogenicidade e a azitromicina tem menos dados de segurança.
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