Meningite Meningocócica: Quimioprofilaxia para Contatos

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023

Enunciado

Menino, 1 ano e 8 meses de idade, foi diagnosticado há 1 dia com meningite por Neisseria meningitidis. Reside com os pais e 1 irmão de 4 anos com vacinação completa. Frequenta a creche cuja classe tem 8 crianças com situação vacinal desconhecida e 2 professoras. Há 3 dias passou 1 dia na casa da madrinha grávida de 20 semanas, pois estava com febre e não pôde ir à creche. A quimioprofilaxia com rifampicina, iniciada preferencialmente nas primeiras 48 horas, está indicada para:

Alternativas

  1. A) todos os contatos domiciliares, para os comunicantes da creche (alunos e professoras) e para a madrinha, por dois dias.
  2. B) todos os contatos domiciliares, para os alunos da creche e para madrinha, por quatro dias.
  3. C) os contatos domiciliares não vacinados, para os comunicantes da creche (alunos e professoras) e para a madrinha, por quatro dias.
  4. D) . todos os contatos domiciliares e para os comunicantes da creche (alunos e professoras), por dois dias.

Pérola Clínica

Meningite meningocócica: quimioprofilaxia para contatos íntimos (domiciliares, creche, exposição direta) com rifampicina ou ceftriaxona, idealmente em <48h.

Resumo-Chave

A quimioprofilaxia para meningite meningocócica é essencial para contatos próximos do caso índice, independentemente do estado vacinal. Inclui contatos domiciliares, comunicantes de creches/escolas com exposição prolongada e contatos diretos com secreções. Rifampicina é a escolha comum, mas ceftriaxona ou ciprofloxacino também são opções, com atenção a gestantes.

Contexto Educacional

A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma doença grave com alta morbimortalidade, que pode se disseminar rapidamente em comunidades fechadas. A identificação e o manejo adequado dos contatos próximos do caso índice são cruciais para controlar a propagação da doença. A quimioprofilaxia visa erradicar a colonização da nasofaringe por N. meningitidis em indivíduos expostos, prevenindo o desenvolvimento da doença e a transmissão secundária. Os critérios para indicação de quimioprofilaxia são rigorosos e baseiam-se na proximidade e duração do contato com o caso índice. Contatos domiciliares, comunicantes de creches e escolas que compartilham o mesmo ambiente por tempo prolongado, e indivíduos com exposição direta a secreções orais do paciente são considerados de alto risco. O estado vacinal dos contatos não exclui a necessidade de profilaxia, pois a vacina protege contra a doença invasiva, mas não impede totalmente a colonização ou a transmissão. As opções de medicamentos para quimioprofilaxia incluem rifampicina (administrada por 2 dias), ceftriaxona (dose única intramuscular) e ciprofloxacino (dose única oral, restrita a adultos). A rifampicina é amplamente utilizada, mas requer atenção a interações medicamentosas e coloração de secreções. A ceftriaxona é preferível para gestantes e crianças pequenas. A profilaxia deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 48 horas após o diagnóstico do caso índice, para maximizar sua eficácia na prevenção de casos secundários.

Perguntas Frequentes

Quem são considerados contatos íntimos para quimioprofilaxia da meningite meningocócica?

Contatos íntimos incluem pessoas que residem na mesma casa, parceiros sexuais, indivíduos que compartilham dormitórios, comunicantes de creches/escolas que tiveram contato prolongado e direto com secreções respiratórias do caso índice, e profissionais de saúde expostos a secreções sem proteção adequada.

Quais são as opções de medicamentos para quimioprofilaxia e suas durações?

As opções incluem rifampicina (dose oral por 2 dias), ceftriaxona (dose única intramuscular) e ciprofloxacino (dose única oral, apenas para adultos). A escolha depende da idade, estado fisiológico (ex: gravidez) e perfil de resistência local.

A vacinação prévia contra meningococo dispensa a quimioprofilaxia para contatos?

Não. A vacinação reduz o risco de doença invasiva, mas não impede completamente a colonização nasofaríngea. Portanto, a quimioprofilaxia é indicada para contatos íntimos, independentemente do estado vacinal, para erradicar a colonização e prevenir a transmissão.

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