Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Ravi, 6 meses de idade, internado há 1 dia com quadro de meningite pneumocócica. A família de Ravi, muito preocupada, entra em contato com o pediatra questionando se há alguma medida profilática que pode ser instituída para a família.Em relação à quimioprofilaxia para meningites bacterianas, assinale a alternativa que completa a frase a seguir: “A quimioprofilaxia está indicada para contatos próximos de…”.
Quimioprofilaxia meningite → Contatos próximos de Meningococo e H. influenzae; droga de escolha é Rifampicina.
A quimioprofilaxia para meningite bacteriana é indicada para contatos próximos de pacientes com meningite causada por Neisseria meningitidis (meningococo) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). A droga de escolha é a rifampicina, que visa erradicar o estado de portador na nasofaringe. Para meningite pneumocócica, a quimioprofilaxia não é rotineiramente recomendada para contatos.
A meningite bacteriana é uma emergência médica com alta morbidade e mortalidade, e a prevenção secundária através da quimioprofilaxia é crucial para contatos próximos de casos índice. A indicação de quimioprofilaxia não é universal para todas as etiologias de meningite bacteriana, sendo restrita principalmente àquelas com maior risco de transmissão secundária e doença invasiva. As principais bactérias que justificam a profilaxia são a Neisseria meningitidis (meningococo) e o Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Para o meningococo, a transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a profilaxia visa erradicar o estado de portador na nasofaringe dos contatos, prevenindo a doença invasiva. Da mesma forma, para o Hib, a profilaxia é importante para contatos não imunizados ou incompletamente imunizados. A droga de escolha para ambas é a rifampicina, administrada por via oral, devido à sua capacidade de atingir concentrações eficazes nas secreções nasofaríngeas. Outras opções incluem ceftriaxone intramuscular ou ciprofloxacino oral para adultos. É importante ressaltar que a quimioprofilaxia não é rotineiramente indicada para contatos de pacientes com meningite pneumocócica, pois a transmissão secundária é menos comum e o risco de doença invasiva em contatos é baixo. A vacinação é a principal estratégia de prevenção para a doença pneumocócica. A decisão de instituir a quimioprofilaxia deve ser baseada na etiologia confirmada da meningite e na avaliação do risco de exposição dos contatos, seguindo as diretrizes de saúde pública.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos de pacientes com meningite causada por Neisseria meningitidis (meningococo) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Não é rotineiramente recomendada para meningite pneumocócica.
A rifampicina é a droga de escolha para a quimioprofilaxia da meningite meningocócica e por Haemophilus influenzae tipo b, pois atinge boas concentrações nas secreções nasofaríngeas, erradicando o estado de portador.
Contatos próximos incluem membros da família, pessoas que compartilham o mesmo domicílio, parceiros íntimos, e profissionais de saúde que tiveram contato direto com secreções respiratórias do paciente sem proteção adequada.
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