HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2016
Em uma unidade básica de saúde a equipe responsável pela vigilância epidemiológica recebeu uma notificação de um caso suspeito de meningite bacteriana em uma criança com dois anos matriculada em uma creche da região. Qual é o procedimento correto a ser realizado após a investigação inicial?
Meningite por Neisseria meningitidis → quimioprofilaxia com rifampicina para contatos íntimos em até 48h da exposição.
A quimioprofilaxia para meningite bacteriana é crucial para prevenir casos secundários, especialmente em surtos ou em contatos íntimos. O agente etiológico e o tempo de exposição determinam a escolha do medicamento e o prazo para administração, sendo a rifampicina a primeira escolha para Neisseria meningitidis em até 48 horas.
A meningite bacteriana é uma emergência médica com alta morbimortalidade, e a prevenção de casos secundários através da quimioprofilaxia é uma medida crucial de saúde pública. A vigilância epidemiológica desempenha um papel fundamental na identificação rápida de casos e contatos, especialmente em ambientes como creches, onde a transmissão pode ser facilitada. A escolha do agente quimioprofilático e o tempo de administração são determinados pelo agente etiológico e pelo perfil de contato. Para a meningite meningocócica (causada por Neisseria meningitidis), a quimioprofilaxia é fortemente recomendada para contatos íntimos (domiciliares, creches, escolas, parceiros sexuais) e deve ser iniciada idealmente nas primeiras 24 horas, com limite de 48 horas após a exposição. A rifampicina é a droga de primeira escolha, mas ceftriaxona e ciprofloxacino são alternativas. Para a meningite por Haemophilus influenzae tipo b (Hib), a profilaxia com rifampicina é indicada para contatos domiciliares e de creche/escola com crianças pequenas não imunizadas, visando erradicar a colonização da nasofaringe. É importante ressaltar que a quimioprofilaxia não substitui a vacinação, que é a medida mais eficaz a longo prazo para prevenir a doença. A equipe de saúde deve orientar os contatos sobre os sintomas da doença e a importância de procurar atendimento médico imediato em caso de febre ou outros sinais de meningite, mesmo após a profilaxia.
Os principais agentes que requerem quimioprofilaxia são Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Para Streptococcus pneumoniae, a profilaxia não é rotineiramente indicada, pois a transmissão é menos eficiente e a vacinação é a principal medida preventiva.
Para meningite por Neisseria meningitidis, a rifampicina é o medicamento de escolha para quimioprofilaxia em contatos íntimos, devendo ser administrada preferencialmente nas primeiras 24 horas e no máximo em até 48 horas após a exposição. Outras opções incluem ceftriaxona (dose única) ou ciprofloxacino (dose única para adultos).
A quimioprofilaxia para Haemophilus influenzae tipo b (Hib) é indicada para todos os contatos domiciliares, bem como para crianças e adultos que frequentam a mesma creche ou escola, se houver crianças menores de 4 anos não vacinadas ou incompletamente vacinadas. A rifampicina é o medicamento de escolha e deve ser administrada o mais rápido possível.
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