INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Médica de 32 anos foi contratada pelo Programa Mais Médicos para trabalhar na Unidade Básica de Saúde (UBS) no distrito sanitário especial indígena Yanomami na Amazônia, região endêmica para malária. Considerando que a médica não tem morbidades ou problemas de saúde em tratamento, qual quimioprofilaxia está indicada?
Profilaxia malária em área endêmica (Amazônia) para adultos = Doxiciclina ou Mefloquina.
Para adultos não imunes que viajam ou trabalham em áreas de alta transmissão de malária, como a região Amazônica, a quimioprofilaxia é essencial. A Doxiciclina é uma das opções recomendadas, especialmente em áreas com resistência à Cloroquina, devido à sua eficácia contra Plasmodium falciparum e vivax.
A malária é uma doença infecciosa grave, endêmica em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo, incluindo a Amazônia brasileira. É causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de mosquitos Anopheles infectados. Para profissionais de saúde que atuam em áreas de alta endemicidade, como o distrito Yanomami, a quimioprofilaxia é uma medida crucial para prevenir a infecção e suas complicações, dada a exposição contínua e o risco elevado. A escolha da quimioprofilaxia depende de fatores como a espécie de Plasmodium prevalente na região, o padrão de resistência aos antimaláricos e as condições de saúde do indivíduo. Na Amazônia brasileira, há predominância de Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum, sendo este último frequentemente resistente à cloroquina. Por isso, medicamentos como a Doxiciclina, Mefloquina ou a combinação Atovaquona-Proguanil são as opções preferenciais para profilaxia em adultos, devido à sua eficácia contra as espécies resistentes. A Doxiciclina é uma opção eficaz e amplamente utilizada. Deve ser iniciada 1 a 2 dias antes da entrada na área endêmica, mantida diariamente durante toda a permanência e continuada por 4 semanas após a saída. É importante orientar sobre os efeitos adversos, como fotossensibilidade e irritação esofágica, e as contraindicações, como gravidez e crianças menores de 8 anos. A adesão rigorosa ao esquema é fundamental para o sucesso da profilaxia e a proteção do profissional de saúde.
As principais opções para adultos em áreas de risco no Brasil incluem Doxiciclina, Mefloquina e Atovaquona-Proguanil. A escolha depende da área geográfica, perfil de resistência dos parasitas e contraindicações individuais do paciente.
A Cloroquina não é indicada para profilaxia na Amazônia devido à alta prevalência de Plasmodium falciparum resistente a este medicamento na região. Seu uso seria ineficaz para prevenir a infecção por essa espécie, que pode causar malária grave.
A Doxiciclina deve ser iniciada 1-2 dias antes da viagem para a área endêmica, continuada diariamente durante a estadia e por 4 semanas após o retorno. É crucial seguir o esquema completo para garantir a eliminação de parasitas no fígado e prevenir a doença.
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