Quimioprofilaxia Doença Meningocócica: Indicações e Eficácia

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

A quimioprofilaxia para doença meningocócica

Alternativas

  1. A) assegura efeito protetor absoluto e prolongado e, por isso, tem sido adotada como uma medida eficaz na prevenção de casos secundários.
  2. B) é feita com ciprofloxacino, que deve ser administrado na dose de 5 mg/kg/dia, e simultaneamente a todos os contatos próximos, preferencialmente, até 48 horas da exposição à fonte de infecção (doente).
  3. C) é uma medida para prevenção de casos secundários, que são raros e, geralmente, ocorrem nas primeiras 48 horas a partir do primeiro caso.
  4. D) é recomendada para todos os profissionais da área de saúde que atenderam o caso de doença meningocócica.
  5. E) é recomendada para contatos próximos, como: moradores do mesmo quarteirão, moradores de alojamentos, quartéis, comunicantes de creches e escolas e pessoas diretamente expostas às secreções do paciente.

Pérola Clínica

Quimioprofilaxia para doença meningocócica → previne casos secundários, que são raros e ocorrem nas primeiras 48h da exposição.

Resumo-Chave

A quimioprofilaxia para doença meningocócica é uma medida essencial para prevenir casos secundários, que, embora raros, tendem a ocorrer rapidamente após a exposição inicial. Ela é direcionada a contatos próximos para erradicar o estado de portador assintomático e, assim, interromper a cadeia de transmissão.

Contexto Educacional

A doença meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma infecção grave que pode levar à meningite e septicemia, com alta morbidade e mortalidade. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a identificação e manejo de contatos próximos são cruciais para o controle de surtos. A quimioprofilaxia é uma medida de saúde pública fundamental para prevenir a disseminação da doença e a ocorrência de casos secundários, que, embora não sejam frequentes, representam um risco significativo para os indivíduos expostos. A fisiopatologia da transmissão envolve a colonização da nasofaringe, que pode ser assintomática ou evoluir para doença invasiva. A quimioprofilaxia age erradicando a bactéria da nasofaringe dos portadores, interrompendo a cadeia de transmissão. Os medicamentos de escolha incluem rifampicina, ceftriaxona e ciprofloxacino, com doses e durações específicas para cada um. É vital que a administração seja feita o mais rápido possível após a exposição, idealmente nas primeiras 24 horas, para maximizar a eficácia. A identificação correta dos 'contatos próximos' é um pilar para o sucesso da estratégia. É importante ressaltar que a quimioprofilaxia não confere proteção absoluta ou prolongada, e a vigilância para sintomas da doença ainda é necessária. O prognóstico dos casos secundários pode ser grave se não houver intervenção precoce. Este tema é de extrema relevância para residentes e estudantes de medicina, pois a rápida tomada de decisão e a aplicação correta das diretrizes de quimioprofilaxia podem salvar vidas e conter surtos de uma doença potencialmente devastadora.

Perguntas Frequentes

Quem são considerados contatos próximos para a quimioprofilaxia da doença meningocócica?

Contatos próximos incluem pessoas que residem na mesma casa, parceiros íntimos, indivíduos expostos diretamente às secreções respiratórias do paciente (ex: beijo, intubação sem proteção) e comunicantes de creches ou escolas que tiveram contato prolongado. Profissionais de saúde geralmente só recebem se houve exposição direta a secreções sem uso de EPI adequado.

Quais são os medicamentos recomendados para a quimioprofilaxia da doença meningocócica?

Os medicamentos recomendados incluem rifampicina (oral), ceftriaxona (IM) e ciprofloxacino (oral). A escolha depende da idade do paciente, presença de gravidez e interações medicamentosas. A administração deve ser feita preferencialmente nas primeiras 24 horas, e no máximo até 7 dias após a exposição.

Qual o objetivo da quimioprofilaxia na doença meningocócica?

O objetivo principal da quimioprofilaxia é erradicar o estado de portador assintomático de Neisseria meningitidis na nasofaringe dos contatos próximos, prevenindo assim a ocorrência de casos secundários da doença invasiva. Embora os casos secundários sejam raros, eles podem ser graves e ocorrem geralmente nas primeiras 48 horas após o contato.

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