ITU Pediátrica: Indicações de Quimioprofilaxia Antibiótica

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020

Enunciado

Em alguns casos de infecção do trato urinário em pediatria, depois de completado o tratamento e no decorrer da investigação de possíveis alterações, a criança deve ser mantida em profilaxia com baixas doses de antibiótico. Recomenda-se a utilização de quimioprofilaxia para a seguinte situação:

Alternativas

  1. A) Refluxo vesicoureteral de grau 2.
  2. B) História familiar específica de malformações do trato genitourinário.
  3. C) Incontinência urinária diurna.
  4. D) Sexo feminino.
  5. E) Nenhuma das alternativas anteriores.

Pérola Clínica

Profilaxia ATB em ITU pediátrica: indicação restrita a RVU alto grau ou ITU febril recorrente.

Resumo-Chave

A indicação de quimioprofilaxia antibiótica contínua para infecção do trato urinário (ITU) em pediatria tornou-se mais restrita. Atualmente, é reservada principalmente para crianças com refluxo vesicoureteral (RVU) de alto grau (III-V) e ITUs febris recorrentes, ou em casos selecionados de uropatias obstrutivas.

Contexto Educacional

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na pediatria, e sua recorrência pode levar a danos renais. A quimioprofilaxia antibiótica, que consiste na administração contínua de baixas doses de antibióticos, foi historicamente utilizada para prevenir novas infecções, especialmente em crianças com refluxo vesicoureteral (RVU) ou outras anomalias do trato urinário. No entanto, as diretrizes atuais têm revisado as indicações, tornando-as mais restritas devido a preocupações com resistência antimicrobiana e a falta de evidências robustas de benefício em todos os casos. A fisiopatologia da ITU em crianças frequentemente envolve a ascensão de bactérias do trato gastrointestinal para o trato urinário. O RVU, uma condição em que a urina reflui da bexiga para os ureteres e rins, é um fator de risco importante para ITU febril e pielonefrite. O diagnóstico e a investigação de ITUs em crianças incluem urocultura, ultrassonografia renal e de vias urinárias, e, em casos selecionados, uretrocistografia miccional (UCM) para detectar RVU. Atualmente, a quimioprofilaxia é geralmente recomendada para crianças com RVU de alto grau (graus III a V) que apresentaram ITUs febris recorrentes, ou em situações específicas de uropatias obstrutivas após correção cirúrgica. Para RVU de baixo grau ou após um único episódio de ITU febril sem anomalias significativas, a vigilância e o tratamento precoce de novas infecções sintomáticas são preferidos. A decisão de iniciar a profilaxia deve ser individualizada, considerando o risco-benefício e as diretrizes mais recentes.

Perguntas Frequentes

Quando a quimioprofilaxia antibiótica é recomendada para ITU em crianças?

A quimioprofilaxia antibiótica é recomendada em casos selecionados, como crianças com refluxo vesicoureteral de alto grau (III-V) e infecções do trato urinário febris recorrentes, ou após correção de uropatias obstrutivas com risco residual de infecção.

O refluxo vesicoureteral de baixo grau exige profilaxia antibiótica?

Geralmente, o refluxo vesicoureteral de baixo grau (I ou II) não exige profilaxia antibiótica de rotina, especialmente se a criança não apresenta ITUs febris recorrentes. A conduta atual prioriza a vigilância e o tratamento de infecções sintomáticas.

Quais os riscos da quimioprofilaxia antibiótica prolongada em crianças?

Os riscos incluem o desenvolvimento de resistência antimicrobiana, alterações na microbiota intestinal, efeitos adversos dos medicamentos e a possibilidade de mascarar o diagnóstico de novas infecções. Por isso, a indicação deve ser criteriosa.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo