HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
A principal causa de derrame pleural no período neonatal é:
Quilotórax = principal causa de derrame pleural no período neonatal, congênito ou adquirido.
O quilotórax é a principal causa de derrame pleural no período neonatal, podendo ser congênito (por malformação linfática) ou adquirido (pós-trauma cirúrgico). Caracteriza-se pelo acúmulo de linfa no espaço pleural, levando a desconforto respiratório.
O derrame pleural no período neonatal é uma condição que pode levar a um significativo desconforto respiratório e, se não tratado, a complicações graves. Dentre as diversas etiologias possíveis, o quilotórax se destaca como a causa mais comum, tanto na forma congênita quanto na adquirida. O quilotórax congênito resulta de anomalias no desenvolvimento do sistema linfático, levando ao extravasamento de linfa para o espaço pleural. Já o quilotórax adquirido é frequentemente uma complicação de cirurgias torácicas ou traumas de parto. A linfa é um fluido rico em triglicerídeos, proteínas e linfócitos. Seu acúmulo no espaço pleural pode comprometer a expansão pulmonar, causando insuficiência respiratória. Os recém-nascidos afetados podem apresentar taquipneia, gemência, cianose e, em casos mais graves, hidropsia fetal se o derrame for antenatal. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquido pleural, que se mostra quiloso e com alta concentração de triglicerídeos. O manejo do quilotórax neonatal envolve a drenagem do líquido pleural para aliviar o desconforto respiratório e, em muitos casos, uma dieta especial com triglicerídeos de cadeia média, que são absorvidos diretamente para a circulação portal, contornando o sistema linfático e reduzindo a produção de quilo. Em casos refratários, podem ser consideradas outras intervenções, como o uso de octreotide ou, mais raramente, cirurgia. O prognóstico geralmente é bom, mas a condição exige monitoramento cuidadoso e manejo especializado.
Quilotórax neonatal é o acúmulo de linfa no espaço pleural do recém-nascido. Pode ser congênito, devido a malformações do sistema linfático, ou adquirido, geralmente após trauma cirúrgico torácico.
Os sinais incluem desconforto respiratório (taquipneia, gemência, retração), cianose, macicez à percussão e diminuição do murmúrio vesicular no lado afetado. Em casos graves, pode haver hidropsia fetal.
O diagnóstico é feito por radiografia de tórax e análise do líquido pleural (quiloso, rico em triglicerídeos). O tratamento inicial envolve drenagem torácica, suporte respiratório e dieta com triglicerídeos de cadeia média para reduzir a produção de quilo.
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