Lesão do Quiasma Óptico: Entenda a Hemianopsia Bitemporal

CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Quanto as lesões tumorais que envolvam o quiasma óptico central e apresentam campimetria visual alterada encontramos:

Alternativas

  1. A) Hemianopsia homônima esquerda
  2. B) Hemianopsia homônima direita
  3. C) Hemianopsia bitemporal
  4. D) Quadrantopsia superior homônima

Pérola Clínica

Lesão central do quiasma óptico → Hemianopsia bitemporal (perda visão lateral em ambos os olhos).

Resumo-Chave

O quiasma óptico é o local onde as fibras nasais (responsáveis pela visão temporal) de ambos os nervos ópticos se cruzam. Uma lesão compressiva central nesta estrutura, como um tumor hipofisário, afeta essas fibras cruzadas, resultando na perda da visão nos campos temporais de ambos os olhos, conhecida como hemianopsia bitemporal.

Contexto Educacional

O quiasma óptico é uma estrutura neuroanatômica crucial localizada na base do cérebro, onde as fibras nervosas dos nervos ópticos direito e esquerdo se encontram e parcialmente se cruzam. Especificamente, as fibras que originam da retina nasal (responsáveis pela visão do campo temporal) de cada olho cruzam para o lado oposto, enquanto as fibras da retina temporal (responsáveis pela visão do campo nasal) permanecem ipsilaterais. Essa organização é fundamental para a percepção da profundidade e para a formação de uma imagem visual coesa. Lesões que envolvem o quiasma óptico central, como tumores hipofisários (adenomas de hipófise são os mais comuns), craniofaringiomas ou meningiomas, exercem pressão sobre as fibras nervosas que se cruzam. A compressão dessas fibras nasais resulta em uma perda característica do campo visual conhecida como hemianopsia bitemporal. Isso significa que o paciente perde a visão na porção temporal (lateral) de ambos os olhos, mantendo a visão central e nasal. Para residentes, a compreensão da neuroanatomia das vias ópticas e a correlação com os defeitos de campo visual são essenciais para o diagnóstico topográfico de lesões intracranianas. A campimetria visual é uma ferramenta diagnóstica indispensável que permite identificar o padrão de perda visual e, assim, localizar a lesão. A hemianopsia bitemporal é um sinal clássico de patologia quiasmática, e sua identificação deve levar à investigação por neuroimagem para identificar a causa subjacente e iniciar o tratamento adequado, que frequentemente envolve a remoção cirúrgica do tumor.

Perguntas Frequentes

Qual a anatomia do quiasma óptico e sua relação com o campo visual?

O quiasma óptico é a estrutura onde as fibras nasais (que captam a visão do campo temporal) de ambos os nervos ópticos se cruzam. As fibras temporais (que captam a visão do campo nasal) não se cruzam. Assim, uma lesão central no quiasma afeta as fibras nasais cruzadas, levando à perda da visão temporal em ambos os olhos.

Quais são as causas mais comuns de lesão no quiasma óptico?

As causas mais comuns de lesão no quiasma óptico são tumores da região hipofisária, como adenomas de hipófise, craniofaringiomas, meningiomas e gliomas. A compressão dessas estruturas sobre o quiasma é a principal responsável pelos defeitos de campo visual.

Como a campimetria visual ajuda no diagnóstico de lesões do quiasma óptico?

A campimetria visual é um exame que mapeia o campo de visão do paciente. Em lesões do quiasma óptico, ela revela a característica hemianopsia bitemporal, que é a perda da visão nos campos temporais de ambos os olhos, confirmando o local da lesão e auxiliando no diagnóstico diferencial de outras patologias visuais.

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