Adenomiose: Fisiopatologia, Diagnóstico e Sintomas Chave

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

A adenomiose

Alternativas

  1. A) pode ter origem em metaplasia de resquícios mullerianos presentes no miométrio.
  2. B) acomete preferencialmente mulheres jovens e nulíparas com endometriose.
  3. C) associa-se a sangramento uterino anormal e maior risco de sarcoma uterino.
  4. D) tem relação direta com nuliparidade e idade avançada.
  5. E) apresenta-se com adelgaçamento da zona juncional em exames de imagem.

Pérola Clínica

Adenomiose → tecido endometrial no miométrio, pode surgir de metaplasia de resquícios mullerianos.

Resumo-Chave

A adenomiose é caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio. Uma das teorias etiopatogênicas sugere que ela pode ter origem na metaplasia de resquícios mullerianos presentes no miométrio, explicando a semelhança histológica com o endométrio. É uma condição que causa sangramento uterino anormal e dismenorreia.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Sua prevalência é variável, sendo mais comum em mulheres multíparas na perimenopausa, embora possa afetar mulheres em qualquer idade reprodutiva. A importância clínica reside nos sintomas que causa, principalmente sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) e dismenorreia intensa, impactando significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia da adenomiose ainda não é completamente compreendida, mas diversas teorias foram propostas. Uma das mais aceitas sugere que a adenomiose pode ter origem na metaplasia de resquícios mullerianos presentes no miométrio, que sob estímulo hormonal, se transformam em tecido endometrial. Outras teorias incluem a invaginação do endométrio basal para o miométrio ou a diferenciação de células-tronco miometriais. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar um miométrio heterogêneo, cistos miometriais ou espessamento assimétrico da parede uterina. A ressonância magnética pélvica é considerada o padrão ouro não invasivo, evidenciando o espessamento da zona juncional. O tratamento da adenomiose é individualizado e depende da idade da paciente, gravidade dos sintomas e desejo de preservar a fertilidade. Opções incluem tratamento hormonal (progestagênios, DIU hormonal, análogos de GnRH) para controlar o sangramento e a dor, ou, em casos refratários e quando a fertilidade não é mais desejada, a histerectomia, que é o tratamento definitivo. É crucial diferenciar a adenomiose de outras causas de sangramento uterino anormal e dor pélvica para um manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da adenomiose?

Os sintomas clássicos da adenomiose incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) e dismenorreia intensa, que geralmente piora com o tempo. Dor pélvica crônica também pode estar presente.

Como a adenomiose é diagnosticada?

O diagnóstico de adenomiose é frequentemente suspeitado por ultrassonografia transvaginal (com achados como miométrio heterogêneo, cistos miometriais, espessamento assimétrico da parede uterina) e confirmado por ressonância magnética pélvica, que é mais sensível para avaliar a zona juncional.

Qual a relação entre adenomiose e endometriose?

Embora ambas envolvam tecido endometrial ectópico e possam coexistir em até 50% dos casos, a adenomiose é a presença de endométrio no miométrio, enquanto a endometriose é a presença de endométrio fora do útero. São condições distintas com fisiopatologias e tratamentos que podem se sobrepor.

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