Drusas Retinianas: Definição e Importância na DMRI

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Drusas são:

Alternativas

  1. A) Excrescências do epitélio pigmentado da retina
  2. B) Áreas de infarto da camada de fibras nervosas
  3. C) Áreas de necrose do epitélio pigmentado da retina
  4. D) Áreas de acúmulo de lipídios na camada plexiforme externa

Pérola Clínica

Drusas = Depósitos entre o EPR e a membrana de Bruch (excrescências do EPR).

Resumo-Chave

Resultam do acúmulo de subprodutos metabólicos (detritos celulares) que o EPR não consegue processar, sinalizando disfunção celular e risco de DMRI.

Contexto Educacional

As drusas são o sinal oftalmoscópico mais característico da DMRI. Elas representam a falha do EPR em digerir os segmentos externos dos fotorreceptores, resultando em depósitos de lipofuscina e outros detritos. Para o diagnóstico diferencial, o examinador deve notar que as drusas são tipicamente bilaterais e simétricas no polo posterior. Diferenciam-se dos exsudatos duros (comuns na retinopatia diabética) porque estes últimos costumam formar círculos ou padrões de 'circinada' e localizam-se intra-retinianamente, enquanto as drusas são sub-retinianas e mais profundas.

Perguntas Frequentes

O que são drusas do ponto de vista histopatológico?

Histopatologicamente, as drusas são depósitos extracelulares de material hialino, lipídios e proteínas que se acumulam entre a membrana basal do epitélio pigmentado da retina (EPR) e a camada colágena interna da membrana de Bruch. Elas são consideradas 'excrescências' ou subprodutos do metabolismo do EPR que não foram adequadamente eliminados ou reciclados. A presença de drusas indica um estado de estresse metabólico e disfunção do complexo fotorreceptor-EPR-coriocapilar, sendo o marco clínico inicial da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Qual a diferença entre drusas duras e drusas moles?

As drusas duras são pequenas (<63 micra), amareladas e com bordas bem definidas, geralmente associadas ao envelhecimento normal e menor risco de progressão para formas graves de DMRI. Já as drusas moles são maiores (>125 micra), têm bordas mal definidas e tendem a coalescer. A presença de drusas moles grandes é um fator de risco significativo para a progressão para a DMRI neovascular (úmida) ou atrofia geográfica (seca), pois indicam uma alteração mais profunda na barreira entre a retina e a coroide.

Drusas podem causar perda de visão?

As drusas em si raramente causam perda súbita de visão, mas podem provocar metamorfopsia (distorção da imagem) e diminuição da sensibilidade ao contraste. O maior perigo reside na sua evolução: elas podem levar à atrofia do EPR sobrejacente (atrofia geográfica) ou estimular a angiogênese a partir da coroide (neovascularização sub-retiniana). Quando as drusas coalescem e elevam o EPR, podem causar descolamentos drusenoides do epitélio pigmentado, que são precursores de perda visual severa na DMRI.

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