CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
O paciente da foto apresenta:
Telecanto = ↑ distância entre cantos internos; Hipertelorismo = ↑ distância entre órbitas.
Anomalias da região cantal e palpebral exigem distinção entre distâncias de tecidos moles (telecanto) e distâncias ósseas orbitárias (hipertelorismo), fundamentais para o diagnóstico de síndromes craniofaciais.
O reconhecimento de malformações palpebrais e orbitárias é essencial na propedêutica oftalmológica, especialmente na pediatria. O telecanto e o epicanto são causas frequentes de 'falso estrabismo' (pseudotropia), onde a configuração das pálpebras esconde a esclera medial, dando a impressão de que os olhos estão convergentes. Além da estética, essas condições podem estar associadas a obstruções da via lacrimal ou síndromes genéticas complexas. O epicanto inverso, por exemplo, onde a prega cutânea é mais proeminente na pálpebra inferior, é um sinal clássico da Síndrome de Blefarofimose. O tratamento varia desde a observação (em casos de epicanto que regridem com o crescimento da ponte nasal) até cirurgias complexas de reposicionamento cantal ou correção de entrópio secundário.
O telecanto é definido pelo aumento da distância entre os cantos internos (mediais) das pálpebras de ambos os olhos, enquanto a distância entre os cantos externos e, mais importante, a distância entre as órbitas ósseas permanecem normais. É frequentemente causado por tendões cantais mediais excessivamente longos. Pode ser um achado isolado ou fazer parte de síndromes como a Síndrome de Waardenburg ou a Síndrome de Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES).
O epicanto é uma prega vertical de pele que se estende da pálpebra superior ou inferior em direção ao canto medial, cobrindo-o parcial ou totalmente; é comum em ascendência asiática e crianças pequenas (causando pseudostrabismo). O epibléfaro é uma anomalia congênita onde uma prega horizontal extra de pele e músculo orbicular força os cílios contra o globo ocular (geralmente na pálpebra inferior). Diferente do entrópio, a margem palpebral no epibléfaro está na posição correta.
O hipertelorismo é um diagnóstico radiológico caracterizado pelo aumento da distância lateral entre as paredes mediais das órbitas ósseas. Clinicamente, observa-se um aumento da distância interpupilar e da distância intercantal total. É uma malformação craniofacial que resulta do desenvolvimento anormal do osso esfenoide e da base do crânio, frequentemente associada a fendas faciais ou craniossinostoses. O telecanto pode estar presente no hipertelorismo, mas o hipertelorismo não está presente no telecanto isolado.
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