INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
A opção em que se diferencia a cicatriz hipertrófica de um queloide verdadeiro é a seguinte:
Queloide > limites da lesão original; Cicatriz hipertrófica = limites da lesão original.
A principal diferença clínica entre queloide e cicatriz hipertrófica é que o queloide se expande além das bordas da lesão original, invadindo o tecido sadio adjacente, enquanto a cicatriz hipertrófica permanece confinada aos limites da lesão inicial. Ambos são resultados de produção excessiva de colágeno.
A cicatrização é um processo biológico complexo de reparo tecidual. Em alguns indivíduos, esse processo pode ser desregulado, levando à formação de cicatrizes patológicas, como queloides e cicatrizes hipertróficas. Ambas são caracterizadas por uma produção excessiva de colágeno, mas diferem em sua apresentação clínica, histopatologia e comportamento. A distinção mais importante e frequentemente cobrada em provas é a extensão da lesão. O queloide é uma lesão que se estende além das margens do trauma original, invadindo o tecido adjacente não lesionado. Ele pode continuar a crescer por anos e raramente regride espontaneamente. Já a cicatriz hipertrófica permanece dentro dos limites da lesão original, é geralmente mais avermelhada e pruriginosa, e tende a regredir parcialmente com o tempo. Histologicamente, ambos apresentam excesso de colágeno. No queloide, os feixes de colágeno são mais espessos, hialinizados e desorganizados, frequentemente dispostos em redemoinhos. Na cicatriz hipertrófica, o colágeno é mais organizado e paralelo à superfície da pele. O tratamento também difere, com queloides sendo mais desafiadores e com alta taxa de recorrência após excisão cirúrgica, exigindo terapias adjuvantes como injeções de corticoides, crioterapia ou radioterapia.
A principal diferença é que o queloide se estende além das bordas da lesão original, invadindo o tecido saudável circundante, enquanto a cicatriz hipertrófica permanece restrita aos limites do ferimento inicial.
Histologicamente, queloides são caracterizados por feixes de colágeno espessos, hialinizados e desorganizados, que se estendem profundamente na derme e podem ter nódulos de colágeno. A produção de colágeno é excessiva em ambos, mas com padrões distintos.
Fatores de risco incluem predisposição genética (maior incidência em certos grupos étnicos), tipo de pele (fototipos mais escuros), localização da lesão (orelhas, tórax, ombros) e tipo de trauma (queimaduras, acne, cirurgias).
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