Adenomiose: Diagnóstico Clínico e Ultrassonográfico

ENARE/ENAMED — Prova 2022

Enunciado

M.R.F., feminino, 27 anos, apresenta queixa de sangramento menstrual volumoso, durante período menstrual, e dismenorreia. Ao exame físico, apresenta útero aumentado difusamente e doloroso à palpação. Foi realizada uma ultrassonografia transvaginal, que evidenciou um miométrio heterogêneo e eco endometrial mal definido. Com base nos achados clínicos e ultrassonográficos, assinale a principal hipótese diagnóstica.

Alternativas

  1. A) Endometriose.
  2. B) Câncer de endométrio.
  3. C) Leiomioma.
  4. D) Adenomiose.
  5. E) Pólipo endometrial.

Pérola Clínica

Útero difusamente aumentado e doloroso + sangramento volumoso + dismenorreia + miométrio heterogêneo → Adenomiose.

Resumo-Chave

A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, levando a um útero difusamente aumentado e doloroso. Os sintomas clássicos incluem sangramento menstrual volumoso e dismenorreia intensa, e a ultrassonografia transvaginal frequentemente revela um miométrio heterogêneo.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometriais dentro do miométrio, resultando em hipertrofia e hiperplasia do músculo liso uterino. Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, sendo uma causa comum de sangramento uterino anormal e dor pélvica. Sua prevalência é subestimada devido à dificuldade diagnóstica, mas é uma condição importante a ser considerada em pacientes com sintomas específicos. Clinicamente, a adenomiose manifesta-se por menorragia (sangramento menstrual volumoso) e dismenorreia secundária, progressiva e intensa. Ao exame físico, o útero é tipicamente difusamente aumentado, globoso e doloroso à palpação. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha, revelando achados como miométrio heterogêneo, espessamento assimétrico das paredes uterinas, cistos miometriais e eco endometrial mal definido. A ressonância magnética pélvica pode ser utilizada para casos mais complexos ou para diferenciar de outras patologias. O tratamento da adenomiose pode ser clínico, com analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), contraceptivos hormonais ou análogos de GnRH, visando o controle dos sintomas. Em casos refratários ou quando a paciente não deseja mais engravidar, a histerectomia é o tratamento definitivo. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a condição pode impactar significativamente a qualidade de vida da mulher se não for diagnosticada e manejada corretamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da adenomiose?

Os sintomas mais comuns da adenomiose incluem sangramento menstrual volumoso (menorragia), dismenorreia intensa e progressiva, e dor pélvica crônica. O útero pode estar difusamente aumentado e doloroso à palpação no exame físico.

Como a ultrassonografia transvaginal auxilia no diagnóstico de adenomiose?

A ultrassonografia transvaginal pode evidenciar um miométrio heterogêneo, espessamento assimétrico das paredes uterinas, cistos miometriais, estrias hiperecogênicas subendometriais e um eco endometrial mal definido. Esses achados são sugestivos da presença de tecido endometrial ectópico no miométrio.

Qual o principal diferencial da adenomiose e como distingui-los?

O principal diferencial é o leiomioma uterino. Enquanto a adenomiose causa um aumento uterino difuso e dor, os leiomiomas são massas focais bem delimitadas. A USG é crucial: miométrio heterogêneo difuso sugere adenomiose, enquanto nódulos hipoecoicos bem definidos sugerem leiomiomas.

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