HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Um paciente de 30 anos sofreu queimaduras de segundo grau em 25% da superfície corporal total após um acidente doméstico com água fervente. Ele apresenta dor intensa, vesículas e eritema na área queimada. O paciente está consciente e apresenta sinais vitais estáveis. Qual é a melhor abordagem inicial para o manejo deste paciente?
Queimadura de 2º grau → Resfriamento imediato com água fria (10-20 min) para ↓ dor e profundidade.
O resfriamento imediato da área queimada com água fria (não gelada) é uma medida de primeiros socorros crucial. Ele ajuda a diminuir a dor, reduzir a inflamação local e limitar a progressão da profundidade da queimadura, minimizando o dano tecidual.
As queimaduras de segundo grau são lesões que atingem a epiderme e parte da derme, caracterizadas por dor intensa, eritema, edema e formação de bolhas. A extensão da queimadura (25% SCT neste caso) é um fator crucial para a avaliação da gravidade e do manejo. O manejo inicial adequado é fundamental para minimizar a profundidade da lesão, controlar a dor e prevenir complicações. A primeira e mais importante medida de primeiros socorros para queimaduras térmicas é o resfriamento da área afetada com água corrente fria (não gelada) por 10 a 20 minutos. Esta ação imediata ajuda a dissipar o calor residual, diminuir a dor, reduzir o edema e limitar a progressão da lesão, impactando diretamente o prognóstico. Embora a fluidoterapia intravenosa seja essencial em queimaduras extensas (geralmente >20% SCT em adultos), o resfriamento é a medida inicial mais imediata e eficaz para o controle local da lesão e da dor. A aplicação de pomadas antibióticas sem resfriamento prévio não é a melhor abordagem inicial, e o desbridamento cirúrgico é um procedimento posterior. O encaminhamento para UTI depende da avaliação completa e da necessidade de suporte avançado, mas não é a primeira abordagem para um paciente estável.
O resfriamento com água fria (15-25°C) por 10 a 20 minutos ajuda a dissipar o calor residual, diminuindo a dor, o edema e a profundidade da lesão, além de reduzir a resposta inflamatória local.
A fluidoterapia intravenosa é indicada para pacientes com queimaduras de segundo ou terceiro grau que acometem mais de 15-20% da superfície corporal total (SCT) em adultos, para prevenir o choque hipovolêmico.
As queimaduras de segundo grau são caracterizadas por dor intensa, eritema, edema e a formação de bolhas (vesículas ou flictenas). Podem ser superficiais (atingindo a derme papilar) ou profundas (atingindo a derme reticular).
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